
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (25/3), a lista dos oito advogados que realizarão visitas presenciais ao ex-presidente na prisão domiciliar temporária, que será cumprida após alta hospitalar.
Entre os nomes, está o de um dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – também pré-candidato à Presidência da República como herdeiro político do pai. O movimento abre brecha para ampliar o acesso de Flávio a Bolsonaro durante o cumprimento da domiciliar.
Com cadastro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Flávio entrou oficialmente na defesa de Bolsonaro no início de março, quando teve seu nome incluído como advogado na execução penal que trata do cumprimento da pena por tentativa de golpe de Estado.
O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão e cumpria pena na Papudinha até passar mal, em 13 de março, e ser hospitalizado com quadro de pneumonia. Quando receber alta hospitalar, Bolsonaro cumprirá domiciliar humanitária, por conta de sua condição de saúde, por 90 dias. A autorização foi concedida na terça-feira (24/3) pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
Outro nome na lista da defesa é o de Adolfo Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia no governo Bolsonaro. Também devem encontrar Bolsonaro na domiciliar os advogados Celso Vilardi, Paulo Bueno, Daniel Tesser, Paulo Fuller, João Henrique de Freitas e Luciana Lopes.
Ao autorizar a domiciliar, Moraes restringiu a visita dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro aos mesmos dias e horários autorizados na Papudinha, às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h. Os advogados, porém, têm acesso mais amplo.
Os advogados de defesa cadastrados poderão encontrar o ex-presidente em qualquer dia da semana, inclusive aos sábados e domingos, por um intervalo de até 30 minutos, entre 8h20 e 18h, desde que os encontros sejam previamente agendados junto ao núcleo de custódia.
No documento enviado ao STF, a defesa ainda pede o cadastro de 12 funcionários que têm acesso de rotina à casa em que Bolsonaro cumprirá a domiciliar temporária. Os profissionais atuam, por exemplo, como agentes de segurança e motoristas. A lista da equipe médica que deve acompanhar Bolsonaro será informada em momento posterior ao STF.
O Tempo
