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Familiares de Toffoli tiveram como sócio fundo ligado a suspeitas no caso Master

FOTO: DIVULGAÇÃO

Empresas pertencentes a dois irmãos e um primo do ministro Dias Toffoli, do STF, tiveram como sócio um fundo de investimento com conexões a suspeitos no caso do Banco Master. A relação societária envolve o empreendimento imobiliário Tayayá Resort, no interior de São Paulo, que recebeu aportes de um fundo gerido por personagens investigados em esquemas de fraudes financeiras e concessão de créditos falsos. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Toffoli atua diretamente no inquérito que apura irregularidades no Banco Master. Em dezembro de 2025, o ministro determinou a transferência das investigações da Justiça Federal para o Supremo e impôs sigilo absoluto ao processo. Essa decisão ocorreu após a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro citar a menção a um parlamentar em documentos apreendidos, o que atrairia a competência para a Suprema Corte.

Além dos vínculos societários da família, a conduta do ministro tem sido questionada por supostos conflitos de interesse. Relatos indicam que Toffoli teria viajado em jato particular de empresários ligados ao caso e que sua esposa teria sido sócia de um advogado de Vorcaro. Tais episódios aumentaram a pressão de entidades civis e de setores do mercado financeiro pela abertura do sigilo das investigações, que envolvem movimentações estimadas em bilhões de reais.

A reportagem procurou o ministro do STF e os demais citados, mas não houve manifestação.

Diário do Poder

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