
Um ex-funcionário de um supermercado no município de Divinopólis, em Minas Gerais, será indenizado em R$ 15 mil após ele ser registrado como “gay” em uma ficha técnica, por mais de 10 anos. A prática, que foi considera homofóbica pela Justiça do Trabalho, ocorria desde o processo seletivo do homem.
A ficha incluía dados pessoais, como nome, endereço e CPF, e a observação não tinha qualquer finalidade administrativa ou profissional. O primeiro registro foi realizado em 2014. Apesar do histórico, a vítima descobriu a prática apenas em 2022, quando foi promovida ao cargo de subgerente.
O processo detalhou outros episódios de ofensas homofóbicas durante o vínculo empregatício, que também ocorreram após ele se tornar pai, ao adotar uma criança com o seu companheiro. Segundo a advogada do homem, Brenda Silva, a decisão ainda cabe recurso ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), de ambas as partes.
Em nota, o supermercado Casa Rena S.A. informou que repudia qualquer forma de discriminação, intolerância ou preconceito.
“Com 60 anos de história, reafirmamos nossos princípios e valores, pautados por uma conduta ética, no compromisso de sermos uma empresa fraterna, pluralista e sem preconceitos. O processo trabalhista noticiado pela imprensa trata-se de um caso isolado e controverso, que ainda admite recurso aos Tribunais Superiores, não sendo, portanto, uma decisão definitiva”, informou.
A empresa acrescentou que “respeita a decisão do TRT-MG; entretanto, não concorda com o entendimento adotado e seguirá recorrendo para que a verdade seja restabelecida”.
Com informações do Metrópoles
