
Marcelo Pereira Pitella, ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, foi preso em flagrante no Distrito Federal por descumprimento de medida protetiva concedida à ex-esposa. O caso envolve acusações de stalking, violência psicológica e injúria, segundo informações divulgadas pelo portal G1.
A prisão ocorreu na madrugada do dia 20 de dezembro, após a Polícia Militar do Distrito Federal ser acionada. De acordo com a PM, Pitella estaria violando medidas protetivas que o impediam de se aproximar da ex-companheira. Ainda no mesmo dia, ele passou por audiência de custódia, na qual obteve liberdade provisória. Os motivos que levaram à concessão das medidas protetivas não foram detalhados.
À época dos fatos, Pitella exercia o cargo de assessor no gabinete do ministro Nunes Marques, função que ocupava desde novembro de 2020. Dias após a prisão, o STF publicou portaria no Diário Oficial da União determinando sua exoneração do cargo em comissão, com efeitos retroativos à data da detenção.
Segundo as informações apuradas, a vítima havia se hospedado em um hotel em Brasília com o objetivo de se afastar do então marido. Mesmo assim, Pitella teria conseguido localizá-la após instalar, de forma clandestina, um dispositivo de rastreamento no veículo dela.
Em estado de choque, ela acionou a polícia. Ela já possuía duas medidas protetivas contra o ex-companheiro, que o proibiam de se aproximar. Pitella foi preso após deixar o hotel e seguir em direção ao Lago Sul, área nobre da capital federal.
Após a prisão, foi determinado o monitoramento eletrônico do investigado. Apesar da exoneração do cargo em comissão no gabinete do STF, Marcelo Pereira Pitella permanece como servidor da Corte, tendo sido redistribuído do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
BZN

