
A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira 4 duas pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato do empresário espanhol Joan Suriol Giralt, de 52 anos, encontrado morto no dia 23 de dezembro de 2025 na Lagoa do Vital, em Maxaranguape, no Litoral Norte potiguar.
Os presos são a própria esposa do espanhol, de 48 anos, e um homem de 25 anos, apontado como funcionário de confiança do casal. A polícia suspeita que Joan tenha sido morto por motivação patrimonial e passional, devido à proximidade da formalização do divórcio.
Conforme as investigações, o crime ocorreu no dia 20 de dezembro. Após o registro do desaparecimento da vítima, comunicado por sua então companheira, a polícia iniciou diligências e encontrou o corpo em uma ilhota na lagoa.
Segundo a polícia, o laudo pericial constatou diversas lesões no corpo da vítima. A causa da morte foi atestada como anemia aguda decorrente de hemorragia interna, provocada por múltiplos ferimentos causados por projéteis de arma de fogo que atingiram órgãos vitais, como coração e pulmões. Ao todo, dez projéteis foram extraídos durante o procedimento pericial.
Durante as investigações, a forma como o corpo foi localizado chamou a atenção dos policiais, uma vez que pessoas ligadas ao convívio da vítima indicaram o local com precisão.
De acordo com a Polícia Civil, diante dos elementos colhidos, das inconsistências verificadas nos depoimentos e dos indícios de tentativa de ocultação de provas, a corporação pediu a decretação das prisões preventivas, que foram deferidas pelo Poder Judiciário.
Após serem detidos, os suspeitos foram conduzidos à delegacia e, posteriormente, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento.
Desaparecimento
O corpo do empresário foi encontrado na manhã de uma terça-feira 23 em uma ilhota na Lagoa do Vital, no município de Maxaranguape.
Na ocasião, familiares e funcionários informaram que o empresário estava desaparecido desde o fim de semana. Ele havia sido visto pela última vez no sábado anterior, quando chegou sozinho à barraca de venda de bebidas que mantinha na lagoa para vigiar a propriedade, como fazia semanalmente.
O corpo foi localizado por um funcionário que realizava buscas na área. Ele relatou que sentiu um odor forte ao se aproximar da ilhota e encontrou a vítima de bruços, parcialmente coberta pelo mato.
Ainda segundo o funcionário, o corpo estava com a mesma camisa azul usada no dia do desaparecimento.
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