SELO BLOG FM (4)

Entenda o texto do projeto da Dosimetria aprovado no Senado

FOTO: JEFFERSON RUDY

O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (17), o chamado PL da Dosimetria (PL 2.162/2023), que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto recebeu 48 votos a favor, 25 contrários e uma abstenção e segue para sanção presidencial.

A proposta é de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e teve como relator no Senado o senador Esperidião Amin (PP-SC). O projeto já havia sido aprovado horas antes pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), após intensos debates.

O projeto altera regras de cálculo das penas aplicadas a crimes contra o Estado democrático de direito. A principal mudança é a redução da pena final quando o condenado responde por mais de um crime cometido no mesmo contexto dos atos considerados como tentativa de golpe.

A proposta vale inclusive para processos já julgados ou ainda em andamento, como os relacionados aos atos de 2022 e 2023.

O texto cria um redutor de pena para crimes cometidos em contexto de multidão. Nesse caso, a pena pode ser reduzida de um terço a dois terços, desde que o condenado não tenha financiado nem exercido papel de liderança.

A regra busca diferenciar participantes sem protagonismo daqueles que organizaram ou bancaram os atos.

LIMITAÇÃO AOS ATOS DO 8 DE JANEIRO

Um dos pontos mais discutidos foi o risco de o projeto beneficiar condenados por outros crimes graves. Para evitar isso, o relator acatou uma emenda do senador Sergio Moro (União-PR), que limita a redução de penas apenas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

A alteração foi considerada emenda de redação, o que evitou o retorno do texto à Câmara dos Deputados.

O PL altera a Lei de Execução Penal e reduz o tempo mínimo para progressão de regime nos crimes contra o Estado democrático de direito. O condenado poderá progredir após cumprir 16% da pena, desde que tenha bom comportamento.

Reincidentes deverão cumprir 20%. Hoje, a regra geral exige 25% da pena para réus primários e 30% para reincidentes.

Outra mudança permite que pessoas em prisão domiciliar utilizem o trabalho como forma de remição da pena. Atualmente, apenas o estudo pode ser usado para esse fim nessa modalidade. As informações são da Agência Senado.

Pleno News

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on telegram

Comente aqui