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Defesa pede que Bolsonaro permaneça hospitalizado até decisão sobre prisão domiciliar

FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele permaneça internado no Hospital DF Star, em Brasília, até que seja analisado o pedido de prisão domiciliar humanitária protocolado nesta semana.

O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal. Os advogados pedem que Bolsonaro não retorne à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses, enquanto a decisão sobre a domiciliar não é tomada.

Segundo a defesa, a medida é necessária devido ao quadro clínico recente e ainda em evolução, incluindo intercorrências pós-operatórias que exigem acompanhamento médico contínuo e monitorado. Bolsonaro foi internado em 24 de dezembro para tratar uma hérnia inguinal bilateral, mas passou por quatro procedimentos cirúrgicos em cerca de uma semana, além de exames que identificaram esofagite, gastrite e picos de pressão arterial. Durante a internação, também solicitou prescrição de antidepressivos.

A previsão inicial da equipe médica é de alta hospitalar nesta quinta-feira (1º), mas a defesa alerta que o retorno ao regime fechado imediatamente após a alta poderia ser clínica e estruturalmente incompatível com a rotina carcerária, representando risco concreto de agravamento da saúde do ex-presidente.

Este é o terceiro pedido de prisão domiciliar feito pela defesa. Os dois anteriores foram negados pelo ministro Moraes, em novembro e dezembro, com base no risco de fuga e no argumento de que Bolsonaro já tinha acesso irrestrito a atendimento médico.

A decisão final sobre o pedido caberá ao ministro Alexandre de Moraes. Caso seja negada, Bolsonaro deve ser transferido para a Superintendência da PF logo após receber alta médica.

Agora RN

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