
Assessores palacianos passaram a tarde desta quinta-feira (12) abordando jornalistas com a informação de que Lula (PT) considerava “inviável” que o ministro Dias Toffoli continuasse à frente da relatoria do caso Banco Master e até mesmo que permaneça integrando a mais alta Corte do País.
O que os assessores petista não contam é que Lula vê no episódio das relações até comerciais de Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro a chance de abrir mais uma vaga no STF, permitindo-lhe “pacificar” as relações com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que não deixa prosperar a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União, para o lugar do ministro Luis Roberto Barroso, que se aposentou.
Desde cedo circula a informação, divulgada primeiro pelo jornalista Cláudio Dantas, de que Lula teria liberado Alcolumbre a instaurar um inédito processo de impeachment de Toffoli, assumindo o compromisso de finalmente indicar para a nova vaga o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), como quer o presidente do Senado.
Além de resolver o impasse que paralisa a indicação de Messias, Lula também promoveria um “acerto de contas” com Toffoli. em razão de suas decisões nos escândalos do Mensalão e do Petrolão, francamente favoráveis à punição dos corruptos envolvidos. Lula não perdoa também o fato de Toffoli haver negado a ele autorização para comparecer ao sepultamento de um irmão, enquanto cumpria pena, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro.
Diário do Poder
