
Nessa segunda-feira (16), Cuba sofreu um novo apagão em escala nacional, o sexto em apenas um ano e meio. A informação foi divulgada pelo Ministério de Energia e Minas do país.
– Ocorreu uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional (SEN). As causas estão sendo investigadas, e os protocolos para o restabelecimento começam a ser ativados – informou a pasta em redes sociais.
Com base em experiências anteriores, o restabelecimento do SEN é um procedimento lento e trabalhoso que pode demorar dias e que passa por começar a gerar energia com as fontes de partida simples (solar, hidrelétrica, motores de geração) para atender pequenas áreas que depois se interconectam.
O objetivo é levar o quanto antes energia suficiente para as usinas termelétricas, o pilar da geração elétrica em Cuba, para que elas possam dar a partida novamente e produzir energia em grandes quantidades para satisfazer a demanda.
Cuba já previa que ocorressem longos apagões durante todo o dia e que, no momento de maior demanda, 62% do país ficasse simultaneamente sem energia.
Nove das 16 unidades de geração termelétrica do país não estavam em funcionamento por avarias ou trabalhos de manutenção (sendo que esta fonte é responsável por 40% da matriz energética).
Especialistas independentes indicam que a crise energética cubana responde a uma combinação de subfinanciamento crônico do setor e o atual bloqueio americano. O governo cubano destaca sobretudo o impacto das sanções americanas e acusa os EUA de “asfixia energética”.
Diversos cálculos independentes estimam que seriam necessários de 8 bilhões a 10 bilhões de dólares para sanear o sistema de energia elétrica.
Os apagões prejudicam a economia, que encolheu mais de 15% desde 2020, segundo números oficiais.
Além disso, foram o estopim dos principais protestos dos últimos anos, incluindo os ocorridos há poucos dias em Havana e Morón.
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