
Em publicação na rede social X neste domingo (11), o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, respondeu às falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que recomendou que o país caribenho faça um “acordo” com os norte-americanos “antes que seja tarde demais” e advertiu que os cubanos não terão mais acesso ao petróleo da Venezuela.
Díaz-Canel afirmou que os estadunidenses “não têm moral para apontar o dedo para Cuba em nada, absolutamente em nada” e os acusou de “transformar tudo em negócio, inclusive as vidas humanas”.
– Os que hoje destilam histeria contra a nossa nação o fazem doentes de raiva pela decisão soberana deste povo de escolher seu modelo político – adicionou.
O líder cubano voltou a culpar as sanções dos EUA contra Cuba para justificar as mazelas econômicas e sociais da ilha.
– Os que culpam a Revolução pelas severas carências econômicas que padecemos deveriam se calar de vergonha. Porque sabem, e reconhecem, que elas são fruto das medidas draconianas de asfixia extrema que os EUA nos impõem há seis décadas e que agora ameaçam intensificar.
Ele finalizou afirmando que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana”.
– Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride; é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça; se prepara, disposta a defender a Pátria até a última gota de sangue – concluiu.
Como mostrou o Pleno.News, neste domingo o presidente dos EUA advertiu que Cuba não receberá mais dinheiro ou petróleo da Venezuela. Ele disse que a ilha tem “vivido há anos” às custas dos recursos venezuelanos em troca de “serviços de segurança” prestados aos “dois últimos ditadores”, em referência a Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
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