
O piloto da Latam Sérgio Antônio Lopes, preso nessa segunda-feira (9/2) por liderar uma rede de abuso sexual de crianças e adolescentes, era chamado de “tio Sérgio” pelas vítimas abusadas, segundo a investigação policial. O homem explorava a condição financeira precária de algumas vítimas como forma de convencê-las a aceitarem o dinheiro do “tio”.
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, a delegada Luciana Peixoto, responsável pelas investigações, contou que as vítimas se sentiam “até culpadas”, porque aceitavam o dinheiro por necessidade, para ajudar em casa e comprar comida.
“As vítimas se sentiam até culpadas, porque diziam que precisavam ajudar em casa, comprar comida, porque estavam passando por necessidade. Era isso que ele falava para elas, para introduzir o ‘tio Sérgio‘, o salvador, que ia ajudar na situação financeira da família”, contou a titular da Delegacia de Combate à Pedofilia.
Além de abusar sexualmente das vítimas, Sérgio as coagia a atrair novas meninas sob a ameaça de vazar imagens feitas durante os abusos. Para a polícia, os depoimentos das irmãs abusadas por Sérgio, hoje com 14 e 18 anos, reforçaram a suspeita de que o piloto desejava criar uma grande rede de vítimas.
De acordo com as investigações, as irmãs eram “vendidas” ao piloto pela própria avó, Denise Moreno, de 55 anos, que também foi presa nessa segunda-feira (9/2). O homem cometia o crime há pelo menos 10 anos.
Metrópoles
