
A menos que algum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) o impeça, criando mais essa dificuldade à investigação, a influenciadora digital Martha Graeff será ouvida nesta segunda-feira (23), às 16h, na última sessão de oitivas da CPMI do INSS. Ex-noiva de Daniel Vorcaro, do Banco Master, ela depõe como testemunha e deve ser questionada sobre a identidade de pessoas “presentes no ambiente privado” do banqueiro e o contexto dessas interações.
O presidente da estatal Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social), Rodrigo Assumpção, também deve prestar depoimento como testemunha nesta segunda e deve ser questionado sobre “falhas de governança e vulnerabilidades” que afetaram o funcionamento do INSS e podem ter favorecido o roubo bilionário a 9 milhões de aposentados e pensionistas. Ele foi convocado mediante aprovação de requerimentos dos senadores Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, e Marcos Rogério (PL-RO).
Citando o vazamento de credenciais internas, o autor do reuerimento de convocação, senador Marcos Rogério pediu esclarecimentos sobre as estratégias de segurança cibernética implementadas pela empresa, que gerencia dados de inscritos no INSS e em políticas sociais federais.
O requerimento para convite da ex-noiva de Vorcaro é do deputado Kim Kataguiri (União-SP), que classifica a influenciadora como “pessoa de extrema confiança” do ex-controlador do Master. Citando registros da investigação sobre o banqueiro, o deputado afirma que a influenciadora testemunhou ou recebeu informações sobre a rede de relacionamentos de Vorcaro, em especial com autoridades do Poder Judiciário. Martha Graeff também prestará depoimento na CPI do Crime Organizado do Senado nesta quarta-feira (25).
As participações de Graeff e Assumpção na CPMI do INSS concluem a agenda de depoimentos do colegiado. Carlos Viana declarou em 19 de março que, se não houver prorrogação do funcionamento, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) entregará seu relatório da forma como se encontra. O prazo final do colegiado é 28 de março. “Não havendo prorrogação, o relatório será lido na quarta, deixado aos parlamentares para avaliação e, na quinta-feira [26], nós votaremos o relatório já definitivo”, disse Viana à Agência Senado.
Diário do Poder
