
A CPI do Crime Organizado do Senado vai votar convites para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes falarem à comissão sobre o caso do Banco Master. A reunião está agendada para a quarta-feira (25), após o Carnaval.
Os senadores também vão votar pedidos de convocação – e não convite – de diversos executivos do Master, incluindo o controlador do banco, Daniel Vorcaro.
A CPI também deve votar requerimentos de convite para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa. O ex-ministro da Fazenda petista Guido Mantega, contratado para atuar no conselho consultivo do Banco Master também pode ser convidado a depor à comissão.
CPI terá trabalho
A CPI deve votar uma série de requerimentos relacionados ao Banco Master. Há pedidos de convocação de familiares dos ministros do STF. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) pediu a oitiva da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF, cujo contrato de “elevado valor econômico”, diz o senador, com o Banco Master foi revelado.
Há requerimentos de convocação para dois irmãos de Dias Toffoli. José Eugênio e José Carlos são sócios do ministro em uma empresa que vendeu a fundos ligados ao Master a participação em um resort no Paraná.
A CPI também pode analisar ainda a convocação do advogado Paulo Humberto Barbosa e Mario Umberto Degani, primo do ministro Toffoli. Degani foi o fundador do resort Tayayá, em 1999, e teve os irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli como acionistas através de uma empresa de participações junto dos fundos ligados ao Master.
Entre os pedidos de convocação o ex-CEO e sócio do Master Augusto Ferreira Lima, do superintendente-executivo de Tesouraria, Alberto Félix de Oliveira Neto e do ex-diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia Luiz Antônio Bull.
Toffoli era relator do inquérito no STF sobre fraudes financeiras no Master. Ele deixou a relatoria na última quinta-feira (12) e foi substituído pelo ministro André Mendonça, do STF.
Ligação com a CPI
Autores da maior parte dos pedidos de convocação e convites, os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Marcos do Val (Podemos-ES) justificam os requrimentos lembrando que a Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, identificou que estruturas financeiras ligadas a Daniel Vorcaro e seus sócios teriam sido usadas para lavagem de dinheiro da facção criminosa conhecida como PCC, por meio de empresas de fachada, contratos artificiais e triangulações com operadores da Faria Lima, incluindo transações envolvendo o clube Atlético Mineiro.
Diário do Poder
