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Conheça o sintoma que a atriz Titina Medeiros teve antes do diagnóstico de câncer

FOTO: REPRODUÇÃO

Um amigo próximo de Titina Medeiros, que morreu neste domingo (11), aos 49 anos, em Natal, no Rio Grande do Norte, revelou que a atriz já enfrentava sinais da doença desde o início do ano passado, quando ainda não sabia que tinha câncer no pâncreas.

De acordo com Raildon Lucena, a artista começou a sentir dores persistentes na coluna, o que chegou a alterar planos pessoais. Os dois viajariam juntos para o interior do Ceará, mas Titina precisou desistir por causa do incômodo físico. Após o episódio, ela procurou atendimento médico e passou por uma série de exames, que confirmaram o diagnóstico em abril de 2025. “Ela compartilhou comigo e a gente trocou muita ideia. Dei muita força para ela”, disse ele em uma publicação em rede social.

A dor na coluna pode estar associada ao câncer de pâncreas, especialmente quando o tumor pressiona nervos localizados na parte posterior do órgão, provocando desconforto que irradia para as costas. Trata-se de um sintoma inespecífico e pouco característico, o que faz com que seja frequentemente confundido com problemas musculares ou ortopédicos, atrasando o diagnóstico. Na maioria dos casos, só ganha maior relevância quando aparece de forma persistente ou acompanhada de outros sinais, como perda de peso sem causa aparente, fraqueza e icterícia.

Titina Medeiros, conhecida por trabalhos em novelas da Globo como Cheias de Charme e No Rancho Fundo, morreu em decorrência de complicações provocadas pelo câncer de pâncreas. A atriz tinha 48 anos e recebeu a confirmação da doença no ano passado.

Um dos cânceres mais difíceis de tratar

O câncer de pâncreas é considerado um dos mais agressivos e difíceis de identificar precocemente. Embora represente cerca de 1% dos diagnósticos oncológicos no Brasil, responde por aproximadamente 5% das mortes causadas por câncer no país. O órgão afetado é responsável, entre outras funções, pela produção de insulina.

Nos últimos anos, a doença ganhou destaque no noticiário após atingir diferentes personalidades conhecidas. Entre elas estão o cantor de R&B D’Angelo, que morreu em outubro, o guitarrista dos Titãs, Tony Bellotto, diagnosticado em março do ano passado, e o chef e apresentador Edu Guedes, que entrou em remissão após retirar o tumor por meio de cirurgia.

Especialistas apontam que um dos principais desafios no enfrentamento do câncer de pâncreas é o fato de ele evoluir, na maioria dos casos, sem sintomas claros nos estágios iniciais. Isso faz com que o diagnóstico ocorra tardiamente, quando a doença já está mais avançada e as opções de tratamento são mais limitadas.

Quando os sinais aparecem, podem incluir fraqueza intensa, emagrecimento sem causa aparente e icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e dos olhos. A confirmação costuma envolver exames de imagem, testes laboratoriais e, em muitos casos, biópsia do tecido afetado.

O tratamento varia conforme cada situação. A cirurgia é considerada a alternativa com melhores perspectivas, mas só costuma ser indicada quando o tumor é detectado cedo. Como isso nem sempre acontece, abordagens como quimioterapia e radioterapia acabam sendo as mais utilizadas nos estágios mais avançados da doença.

Correio 24h

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