
O União Brasil fechou a porta do partido para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas tem encontrado dificuldades para livrar-se do “bode” deixado pelo petista na sala da legenda. A sigla iniciou um processo de expulsão do ministro Celso Sabino (Turismo), pela sua recusa em deixar o governo. E tem enfrentado desgastes nesse processo.
O “bode na sala” é uma expressão para algo feito propositalmente para incomodar os demais envolvidos numa situação, e obrigá-los a agir. No União Brasil, a leitura é que Lula escolheu não demitir Sabino, ministro que perdeu o respaldo do partido para continuar no governo, visando deixar um elemento de discórdia na sigla.
O União Brasil ordenou que todos os filiados abandonem seus cargos no governo federal, pois planeja apoiar uma candidatura de direita contra Lula em 2026. Sabino chegou a avisar que deixaria o ministério, mas, após conversa com o petista, decidiu permanecer na Esplanada até ano que vem.
Dessa forma, iniciou-se um processo para expulsão do ministro. Ele perdeu o comando do diretório do União no Pará e foi afastado das atividades partidárias. Agora, enfrentará um processo que deve durar dois meses no Conselho de Ética da legenda.
Só a permanência dele nesses 60 dias já vem causando estresse no União, gerando teses de que a sigla pode acabar atestando sua permanência se o governo Lula se manter competitivo nas pesquisas. Há quem cite ameaças de desfiliação do governador Ronaldo Caiado (GO) de deixar o partido, caso Sabino não seja de fato expulso.
Metrópoles
