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Colômbia reafirma soberania e condena fala de Trump sobre possível operação militar no país

FOTO: REPRODUÇÃO

O governo da Colômbia condenou, neste domingo (4), declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que uma eventual operação militar americana em território colombiano seria “uma boa ideia”. A manifestação ocorreu um dia após os Estados Unidos realizarem uma ação militar na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro.

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que as declarações do presidente americano desrespeitam os princípios fundamentais que regem as relações entre Estados soberanos e configuram interferência indevida nos assuntos internos do país.

Segundo a chancelaria, o presidente colombiano Gustavo Petro foi legitimamente eleito pela vontade popular e exerce o cargo de acordo com a Constituição. Qualquer tentativa de desacreditá-lo, direta ou indiretamente, viola normas do direito internacional.

O governo colombiano destacou ainda que as falas de Trump contrariam princípios previstos na Carta das Nações Unidas, como a igualdade soberana entre os Estados, a não intervenção e o respeito mútuo, considerados pilares do sistema internacional. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a Colômbia é um Estado democrático e soberano, que respeita integralmente o direito internacional e conduz sua política externa de forma autônoma, responsável e alinhada aos seus interesses nacionais.

Ataque dos EUA

As declarações de Trump foram dadas um dia após o presidente americano confirmar uma operação militar na Venezuela, na qual forças dos Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro sob acusações de ligação com o narcotráfico. Questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma ação semelhante na Colômbia, Trump respondeu que a chamada “Operação Colômbia” lhe parecia uma boa ideia, além de fazer ataques verbais ao governo de Gustavo Petro.

Diante do episódio, o governo colombiano reforçou que divergências entre países devem ser tratadas por meio de canais diplomáticos, com diálogo, cooperação e respeito às normas internacionais. A chancelaria afirmou ainda que continuará defendendo a soberania nacional, a legitimidade de suas instituições e a rejeição a qualquer ameaça ou uso da força nas relações entre Estados.

Com informações de CNN

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