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Categoria: Saúde

Em nota, SMS diz que busca solução para demandas dos médicos de alta e média complexidade; serviço continua sendo prestado

Em nota enviada para a imprensa, sobre a anunciada paralisação dos médicos de alta e baixa complexidade, que ocorreria a partir dessa terça-feira, a Secretária de Saúde de Natal esclarece que nem todos os profissionais aderiram à paralisação e que o serviço continua sendo prestado.

A pasta assegura ainda que vem dialogando na busca de uma solução que garanta segurança jurídica e viabilize o atendimento das demandas apresentadas pelas equipes médicas que optaram por não firmar contrato com as empresas vencedoras do processo licitatório.

A nota ressalta ainda que a SMS vem cumprindo integralmente os pontos acordados durante a audiência de mediação – dentre eles, o pagamento indenizatório para os profissionais – e segue nos estágios finais de afirmação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), visando a regularização da oferta de procedimentos de alta6 complexidade no município. 

Leia abaixo a nota na íntegra:

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) reforça que vem, em conjunto com o Ministério Público (MP), a Procuradoria-Geral do Município (PGM) e com representantes dos hospitais envolvidos, dialogando na busca de uma solução que garanta segurança jurídica e viabilize o atendimento das demandas apresentadas pelas equipes médicas que optaram por não firmar contrato com as empresas vencedoras do processo licitatório.

A SMS vem cumprindo integralmente os pontosy acordados durante a audiência de mediação – dentre eles, o pagamento indenizatório para os profissionais – e segue nos estágios finais de afirmação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), visando a regularização da oferta de procedimentos de alta complexidade no município. 

A pasta salienta que não são todos os prestadores que aderiram à paralisação e que o serviço continua sendo prestado. Reforça também que os serviços médicos vinham sendo prestados anteriormentr sem cobertura contratual na capital, e que a partir deste ano, a SMS vem regularizando a situação, sempre em contato com os órgãos competentes, como o Ministério Público, de modo a garantir a melhor solução definitiva para de fato avançar dentro da assistência pública de Natal.

A Secretaria ressalta que mantém o compromisso de garantir a continuidade da assistência à população e confia que as informações relativas às tratativas em andamento sejam devidamente repassadas às equipes médicas, evitando, assim, qualquer possibilidade de paralisação dos serviços.

Médicos da alta e média complexidade anunciam paralisação das cirurgias, dos procedimentos e das consultas médicas

Os médicos especialistas da alta e média complexidade anunciaram a paralisação das atividades a partir desta terça-feira. No total, são cerca de 120 profissionais com atividades suspensas. Isso implica em cerca de 90 cirurgias e centenas de atendimentos e procedimentos que estão deixando de ser feitas por dia. O movimento dos profissionais especializados ocorre porque a Prefeitura de Natal não firmou nenhum contrato com a categoria, que está desde primeiro de setembro descoberta de qualquer contratuação.

A paralisação, que começa hoje, atinge as cirurgias oncológicas, neurocirurgia, mastologia, urologia, cirurgia de cabeça e pescoço, cirurgia torácica, cirurgia plástica, ortopedia oncológica, ginecologia oncológica, cirurgia pediátrica, cirurgia cardíaca e toda a parte de hemodinâmica realizadas pelos hospitais conveniados com a Prefeitura de Natal.

Na prática, estão suspensas todas as cirurgias, procedimentos e consultas médicas da Liga contra o Câncer, do Hospital do Coração, Serviço de Cardiologia do Hospital Rio Grande e parte das cirurgias do Hospital Varela Santiago e do Hospital Rio Grande.

Em nota à população, os profissionais esclareceram que estão sem contrato com o município de Natal e ressaltaram que a solução apontada pelo secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, efetuar o pagamento dos profissionais via o hospital prestador do serviço, não foi efetivada.


Desde primeiro de setembro as cirurgias, procedimentos e consultas estavam sendo feitas apenas acreditando na promessa feita pela Prefeitura de Natal de firmar o contrato direto com as instituições onde atuam, o que não aconteceu até o momento. Os especialistas pedem o contrato sem necessidade de intermediários e a programação dos honorários atrasados.

Leia a nota na íntegra assinada pelos médicos especialistas:

NOTA DE ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

Os médicos da Alta e Média Complexidade prestadores do Município do Natal, profissionais liberais sem vínculo empregatício com os hospitais, comunicam a PARALISAÇÃO TOTAL dos atendimentos ambulatoriais e cirurgias eletivas a partir desta terça-feira, dia 14 de outubro de 2025.

A medida decorre da ausência de contratualização formal, tanto com as empresas vencedoras da Dispensa de Licitação nº 003/2025, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), quanto com o próprio Município.

O novo contrato entrou em vigor em 01/09/2025, sem que as empresas apresentassem equipes médicas habilitadas, tampouco houvesse tempo hábil para a formalização de novos vínculos.

Mesmo assim, os profissionais mantiveram os serviços em pleno funcionamento para evitar desassistência à população.

Ou seja, os profissionais hoje estão sem qualquer contrato, o que impede a continuidade dos serviços.

Passados mais de 40 dias dessa mudança de empresa, esses médicos não foram formalmente contratados, nem houve assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde para regularizar a situação. Ressalte-se que o contrato direto com as instituições onde os profissionais atuam com a Secretaria Municipal de Saúde, como solução temporária, conforme anunciado pelo secretário Geraldo Pinho, para manter as cirurgias de alta e média complexidade. No entanto, nada foi firmado até o momento.

Diante da insegurança jurídica e administrativa, torna-se impossível a continuidade das atividades.

Reafirmamos nosso compromisso com a ética, com os pacientes e com o diálogo construtivo em busca de uma solução que assegure a assistência à população.

Natal, 14 de outubro de 2025

Médicos da alta e média complexidade prestadores de serviço da Prefeitura de Natal

Redução de uma latinha de cerveja por dia evitaria 157 mil mortes por câncer no Brasil até 2050

FOTO: DIVULGAÇÃO

Se os brasileiros reduzissem uma dose de bebida alcoólica por dia, o equivalente a uma lata de cerveja de 330 ml (cerca de 12 gramas de álcool), 157,4 mil mortes por diferentes tipos de câncer poderiam ser prevenidas nos próximos 25 anos.

A projeção vem de um relatório elaborado a partir de uma nova plataforma digital, recém-lançada pela Vital Strategies, organização global de saúde pública que trabalha com inteligência de dados e políticas públicas baseadas em evidências, e que deve servir de modelo para outros países.

A ferramenta combina evidências da relação entre o consumo de álcool e risco de morte por diferentes tipos de câncer com dados sobre o uso da bebida pela população.

As projeções mundiais indicam que das 11 a 14 milhões de mortes por câncer que devem ocorrer até 2050, mais de 415 mil são atribuíveis às bebidas alcoólicas. Entre os tumores estão os de esôfago, de cólon e reto, de boca, de laringe e faringe, de mama e de fígado.

De acordo com a médica Mary-Ann Etiebet, 51, CEO e presidente da Vital Strategies, assim como as mortes relacionadas ao cigarro, óbitos associados ao álcool podem ser evitados com a adoção de políticas públicas e outras estratégias semelhantes às usadas nas campanhas antitabaco.

“No Brasil, vimos uma redução de 74% no consumo de cigarro [desde 1989] com diferentes políticas, reformas legais, regulatórias, campanhas educativas. E vimos a prevalência do câncer de pulmão cair também. Sabemos que essas políticas funcionam e sabemos como fazê-las”, disse à Folha, durante evento no Centro Brasileiro Britânico na quarta-feira (8/10).

Natural da Nigéria e com cidadania americana, a médica iniciou sua carreira em programas de HIV/Aids no seu país natal e, depois, liderou iniciativas globais sobre cuidados maternos na farmacêutica Merck.

Segundo ela, países como Finlândia, Dinamarca, Lituânia e Sérvia estão entre os que possuem políticas mais maduras de controle de álcool. “Isso pode ser feito por iniciativas dos governos mas também com engajamento, educação e aumento da consciência do público”.

No Brasil, metade da população adulta consome bebidas alcoólicas. Esses produtos fazem parte da primeira fase de regulamentação da reforma tributária, que criou o imposto seletivo, que prevê aumento de taxas aos produtos prejudiciais à saúde para desestimular o consumo.

“Com os enormes cortes em financiamento para a saúde global, muitos países, especialmente na África, estão olhando para as taxas de saúde como uma solução para ajudar a gerar mais renda em benefício da saúde pública”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda aos países “acelerar as ações para atingir reduções de 20% no consumo de álcool até 2030”. Além do câncer, há outras 24 doenças associadas às bebidas alcoólicas, como cirrose e outras doenças hepáticas, epilepsia, doenças hipertensivas, hemorragia intracerebral e cardiopatia isquêmica, além de agravos por violência e acidentes de trânsito.

Para Mary-Ann, como a população de uma forma geral ainda não reconhece a conexão direta que há entre o consumo de álcool e o risco de desenvolver câncer, a plataforma chega com a missão de traduzir os dados de forma que eles façam sentido à vida diária dos moradores.

“As pessoas perdem 30 dias de trabalho [no ano] para cuidar de um membro da família sofrendo de câncer. Ou não vão trabalhar um dia por mês por causa do álcool. Essas coisas estão ligadas à produtividade, à renda e ao desenvolvimento econômico”, explica.

Em 2022, o tratamento do câncer no Brasil custou ao Sistema Único de Saúde (SUS) R$ 3,9 bilhões (cerca de US$ 722 milhões). O valor, que não inclui gastos privados, deve aumentar 68% nos próximos 20 anos, uma vez que são estimados quase um milhão de novos casos em até 2040, de acordo com a plataforma.

Pesquisas mostram que metade das mortes por câncer está associada a fatores de risco modificáveis, como dietas ricas em alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, tabagismo, consumo de álcool, poluição do ar e inatividade física.

Em consonância às recentes declarações da OMS de que a pressão de indústrias de tabaco, álcool e alimentos ultraprocessados está impedindo que governos implementem políticas de saúde que salvam vidas, a médica afirma que é preciso vigiar essas ações.

“Há interferência da indústria em todo o processo de regulações, legislações, normas. Eles trazem a má ciência e muita desinformação para essas conversas e isso não deveria ser permitido”.

Ela diz que também outra estratégia da indústria é fazer com que as pessoas acreditem que as más escolhas em saúde são responsabilidades só delas próprias. “Se você é obeso é porque não tem força de vontade para fazer dieta ou disciplina para o exercício. Mas se você mora em um deserto alimentar, sem opções de comida saudável, você não pode fazer essa escolha”, diz a médica.

Como foram feitas as projeções da plataforma

A simulação estima a redução potencial na mortalidade projetada por câncer no Brasil sob três cenários: 12, 24 e 36 gramas a menos de álcool por dia.

Ela usa uma abordagem de avaliação de risco comparativa entre tipos de câncer relacionados ao álcool, entre eles, esôfago, fígado, boca, laringe, mama e colorretal.

A ferramenta foi construída a partir de diferentes bases públicas de dados, como o estudo Global Burden of Disease (GBD) e a agência internacional pesquisas em câncer, ligada à OMS.

Por meio da inteligência de dados, é calculada a fração atribuível da população para riscos relativos específicos de câncer por nível de consumo de álcool, padrões atuais de consumo de álcool por idade e gênero e projeções futuras de mortalidade por câncer por tipo de câncer idade e gênero.

O Tempo

O que é leite ultrafiltrado? Bebida vira febre e promete mais proteína e menos lactose

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Uma nova alternativa ao leite tradicional vem chamando atenção nos Estados Unidos: o leite ultrafiltrado. Diferente das opções vegetais que dominam o mercado, essa versão ainda é feita a partir do laticínio comum, mas passa por um processo de filtragem que altera sua composição nutricional e o torna mais atrativo para quem busca mais proteína e menos lactose.

O que é o leite ultrafiltrado?

O leite ultrafiltrado é resultado de um processo de filtragem pressurizada que remove parte da água, minerais, lactose e algumas vitaminas hidrossolúveis. Como explicou Dennis D’Amico, professor da Universidade de Connecticut, as vitaminas lipossolúveis, como A e E, permanecem concentradas no produto.

Isso faz com que a bebida tenha mais proteínas e cálcio por xícara em comparação ao leite tradicional. Dependendo da marca, pode chegar a quase o dobro de proteínas e também ter menos açúcar, já que a lactose é praticamente eliminada.

Benefícios e quem pode consumir

Entre os principais públicos do leite ultrafiltrado estão pessoas com intolerância à lactose, atletas e até mesmo quem convive com diabetes. Para praticantes de atividades físicas, a alta concentração de proteína ajuda na recuperação muscular. Já para intolerantes à lactose, ele permite consumir leite sem os desconfortos gastrointestinais.

Vale lembrar, no entanto, que o produto não é indicado para pessoas alérgicas a proteínas do leite, já que elas continuam presentes.

Diferenças para o leite tradicional

O sabor do leite ultrafiltrado é ligeiramente mais doce e a textura pode parecer mais encorpada. Nas receitas, no entanto, dificilmente há diferença perceptível. Outro ponto é a durabilidade: enquanto o leite comum dura cerca de sete dias após aberto, o ultrafiltrado pode chegar a 14 dias, graças ao processo de ultrapasteurização.

Por ser um produto de nicho e exigir mais recursos em sua produção, o leite ultrafiltrado costuma ter um preço mais alto. Ainda assim, tem conquistado espaço nos EUA com marcas como Slate Milk e Fairlife, que apostam no apelo nutricional para atrair consumidores que não querem abrir mão do laticínio.

Correio 24h

Saúde de Extremoz leva UBS Itinerante ao Bairro Santo Amaro e realiza mais de 200 atendimentos

A Prefeitura de Extremoz, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou mais uma edição do programa UBS Itinerante na manhã deste sábado (11), beneficiando os moradores do Bairro Santo Amaro. A ação levou diversos serviços de atenção básica à comunidade, totalizando mais de 200 atendimentos.

Durante a atividade, foram ofertados serviços como consultas médicas e de enfermagem, aferição de pressão arterial e glicemia, atualização do cartão de vacinas, atendimentos odontológicos, testes rápidos, pequenas cirurgias e orientações de saúde.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Mary Oliveira, o programa tem o objetivo de levar os serviços da Atenção Primária para mais perto da população, principalmente em áreas mais distantes das unidades fixas.  “Com o UBS Itinerante, conseguimos garantir que todos os moradores tenham acesso aos cuidados básicos de saúde, sem precisar se deslocar até outras regiões”, destacou a secretária.

A comunidade de Santo Amaro recebeu a equipe com entusiasmo. Para muitos moradores, a ação representa uma oportunidade de atualizar exames e receber orientações preventivas de forma prática e gratuita.

O programa UBS Itinerante segue com cronograma em outros bairros do município nas próximas semanas, ampliando o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Explosão da população idosa no RN acende alerta para cuidados com a alimentação

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O número de idosos cresce de forma acelerada no Rio Grande do Norte e especialistas reforçam que a alimentação equilibrada é fator decisivo para preservar a saúde, prevenir doenças e garantir autonomia nessa fase da vida.

Crescimento rápido da longevidade

Dados do IBGE mostram que a população brasileira com mais de 60 anos passou de 22,3 milhões em 2012 para 31,2 milhões em 2021, um aumento de quase 40%. No estado, o percentual de idosos também avançou, saltando de 7,6% para 10,5% em 12 anos, segundo o Censo 2022.

O cenário reforça a importância do Dia Internacional das Pessoas Idosas e do Dia Nacional do Idoso, celebrados em 1º de outubro, datas que chamam atenção para as necessidades dessa parcela da população.

Mudanças no corpo e no metabolismo

A nutricionista e professora da Estácio, Marcella Tamiozzo, explica que o envelhecimento provoca alterações fisiológicas significativas. Entre elas, está a queda de até 30% na taxa metabólica, causada pela perda de massa muscular e aumento da gordura corporal.

“Com menos tecido muscular, o corpo passa a gastar menos energia, caracterizando o metabolismo lento”, ressalta a especialista.

Para enfrentar essas mudanças, a orientação é reduzir o consumo de ultraprocessados, priorizar proteínas magras, incluir fibras e fontes de ômega-3, mastigar bem os alimentos e evitar refeições pesadas à noite.

Alimentação como aliada da saúde

Além da prevenção de doenças, alguns alimentos podem auxiliar em problemas específicos. Para amenizar a insônia, Marcella recomenda leite, banana, aveia, queijo branco, kiwi, nozes e amêndoas, que são ricos em triptofano.

Em casos de digestão lenta, refeições leves com vegetais cozidos e proteínas magras são a melhor escolha.

A especialista reforça que ajustes na dieta também ajudam no controle de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, já que reduzir açúcar, sódio e gorduras se torna essencial nessa fase da vida.

BNews

Já se encontra em funcionamento em Natal a “Vida Ativa”, clínica voltada para a qualidade de vida de pacientes jovens e  idosos

Já se encontra em funcionamento em Natal um dos mais modernos centro de fisioterapia da capital potiguar: Trata-se do “Vida Ativa”, localizado na rua José Farache, em Lagoa Nova, que entra em cena focado em disponibilizar serviços de fisioterapia e outras terapias voltadas para promover a saúde, a qualidade de vida e a autonomia dos pacientes, idosos ou não, por meio de atividades e tratamentos focados no movimento e no bem-estar físico e mental. 

A clínica, que é comandada pelas fisioterapeutas Milena Queiroz e Vânia Silva, desenvolve uma metodologia focada em manter ou melhorar a qualidade de vida, a funcionalidade e a independência das pessoas, inclusive da população idosa. 

“Ajudar os pacientes a ter uma “vida ativa”, retardando o avanço de doenças, recuperando a mobilidade, prevenindo quedas e promovendo o bem-estar geral é o nosso foco”, explica Milena Queiroz.

A clínica “Vida Ativa” vem se destacando no mercado local pelos resultados positivos que obtém com pacientes idosos, geralmente com mobilidade reduzida, déficit funcional, doenças relacionadas ao envelhecimento ou os que buscam envelhecer com dignidade e propósito. “Pacientes em reabilitação, com lesões, disfunções ou que necessitam de acompanhamento para recuperar a saúde, também são um dos nossos principais foco”, revela.

Localizada nas imediações do shopping Midway, a “Vida Ativa” oferece serviços de fisioterapia, terapia ocupacional, Pilates, terapia manual e acupuntura. Também mantém  convênios com planos de saúde e parcerias com 20% de desconto para clubes, sindicatos, empresas e colégios.

Você sente cheiro de barata? Entenda por que nem todos percebem o odor e isso não é frescura

FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Barata tem cheiro? Para muita gente, sim — e é inconfundível. A diferença não é frescura nem imaginação: ciência e anatomia ajudam a entender por que um mesmo ambiente pode “cheirar a barata” para uns e permanecer neutro para outros.

Parte da explicação está nas moléculas que a própria barata libera e na maneira como cada organismo detecta esses sinais. O nariz reage de forma única: fatores genéticos, hormonais, idade e até pequenas diferenças na anatomia nasal determinam se os receptores olfativos captam ou não essas substâncias.

Receptores no fundo do nariz captam as substâncias voláteis e enviam informações ao cérebro, mas nem todo mundo tem a mesma sensibilidade ou o mesmo “caminho livre” para que o odor chegue aos sensores. Isso significa que duas pessoas na mesma sala podem ter experiências completamente diferentes com o mesmo cheiro.

O que define quem sente ou não o cheiro de barata

Segundo Priscila de Freitas, professora de biologia do colégio Marista Águas Claras, a responsável pelo chamado “cheiro de barata” é uma molécula chamada trimetilamina.

“As baratas liberam naturalmente a substância, presente em seu corpo e utilizada na comunicação entre elas. Esse composto tem um odor forte e característico, que é associado ao cheiro de barata”, explica Priscila.
Entre quem sente o odor, é comum associá-lo ao de peixe podre, mofo ou comida em decomposição — a trimetilamina também é encontrada em peixes.

A percepção do cheiro depende da presença de receptores específicos no nariz. Algumas pessoas nascem com variações genéticas que impedem a detecção da molécula; outras possuem a versão do gene que mantém essa capacidade.

Como o cheiro de barata chega ao cérebro

  • As moléculas liberadas pela barata entram pelas narinas ou pela via retronasal, que conecta a boca à cavidade nasal.
  • Ao alcançar o epitélio olfativo, localizado no topo da cavidade nasal, elas se ligam a receptores específicos nas células olfatórias.
  • Essa ligação gera impulsos elétricos que percorrem o nervo olfatório até o bulbo olfatório, estrutura na base do cérebro responsável por interpretar os sinais recebidos.
  • Do bulbo, os impulsos são enviados para o córtex olfativo e para o sistema límbico, regiões que processam o cheiro e o associam a emoções e memórias. Por isso, certos odores podem despertar sensações de prazer, nojo ou até lembranças antigas.

Além da genética, fatores hormonais também influenciam a chance de sentir o odor. As mulheres costumam ter maior sensibilidade olfativa, especialmente no período fértil. Crianças e jovens tendem a perceber mais cheiros do que idosos, já que o envelhecimento reduz a função dos receptores olfativos.

“Isso ocorre principalmente pelo envelhecimento dos receptores olfativos e pela perda de neurônios olfativos, assim como de outros nervos, associados ao envelhecimento”, explica Thiago Zago, otorrinolaringologista de Campinas.

Entenda por que nem todos percebem o odor

  • Algumas espécies de barata podem viver até um mês sem comida e resistir a altos níveis de radiação
  • Fatores físicos e fisiológicos que impedem sentir o cheiro de barata
  • Nem sempre a ausência do cheiro está ligada à genética. Em muitos casos, o problema é físico: obstruções no nariz, como desvio de septo, pólipos ou inflamações crônicas, podem impedir que as moléculas odoríferas cheguem ao epitélio olfativo, região responsável por detectar os cheiros.

Doenças como rinite alérgica e rinossinusite também reduzem a passagem de ar, dificultando que os odores alcancem os receptores, inclusive o da barata. Mesmo com receptores normais, o nariz pode não conseguir “captar” o cheiro devido a esses bloqueios.

Outro fator importante é o limiar olfativo, que indica a menor concentração de uma substância capaz de ser detectada pelo olfato. Esse valor varia de pessoa para pessoa e de odor para odor. Assim, algumas pessoas só perceberiam a presença de um cheiro se ele estivesse em alta concentração.

Além disso, existe a adaptação olfatória: quando uma pessoa é exposta de forma constante a um cheiro, os receptores olfativos reduzem a resposta e o cérebro deixa de registrar o estímulo. No caso das baratas, quem convive em ambientes infestados pode parar de notar o odor, mesmo que ele continue presente.