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Categoria: Educação

UFRN inaugura maior laboratório de plastinação da América Latina

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) inaugurou, na manhã desta sexta-feira, 10, o Laboratório de Plastinação (LabPlast), único do Brasil a ser construído especificamente para a técnica de plastinação – conservação de espécime biológico a partir da substituição de água e gordura por polímeros no interior dos tecidos. O trabalho resulta em materiais secos, sem odor e com estado anatômico natural até em nível celular, utilizados para estudo da anatomia humana.

Considerado o maior laboratório de plastinação da América Latina, o LabPlast está construído no prédio do Centro de Biociências (CB), campus central. Foram investidos R$ 480 mil em obras de instalações físicas e R$ 230 mil em equipamentos específicos para o local, cuja estrutura possui 121 m² de área construída, comparada a laboratórios dos Estados Unidos e da Europa. Além de ser utilizado por mais de 800 estudantes das áreas biológicas e de saúde no campus central, o Laboratório contribui para a melhoria da qualidade da graduação nos campi do interior, em especial na Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM), em Caicó, cuja gestão foi parceira do Departamento de Morfologia e do CB para a consolidação do projeto.

“Esta unidade servirá a vários centros e departamentos, com a proposta de ser multiusuário e multicampi. Será importante para os alunos de Caicó e de toda a Universidade”, comemorou o diretor da EMCM, George Dantas de Azevedo, durante a solenidade de inauguração, que contou com a presença de estudantes da EMCM. O resgate histórico da iniciativa foi lembrado pelo membro da comissão de implantação do LabPlast, Celcimar Alves Câmara, que em 2010 visitou o Setor de Plastinação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para conhecer a técnica e a infraestrutura necessária. Para o coordenador do novo Laboratório, Expedito Silva do Nascimento, a concretização do projeto representa um avanço expressivo para a anatomia na UFRN.

A unidade também abre possibilidades para cooperações interinstitucionais, entre elas a oferta de cursos de capacitação e a estruturação de acervos plastinados para escolas públicas, assim como viabiliza a criação de exposição itinerante vinculada ao Museu de Ciências Morfológicas da UFRN, que poderá percorrer desde a Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (Cientec) até escolas, shoppings, entre outros lugares. “O significado do LabPlast não está no valor financeiro, mas na melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa, da extensão e da formação dos recursos humanos de forma ampliada. Para que todos os projetos sejam realizados pelos diferentes cursos, haverá uma gestão compartilhada do espaço”, afirmou a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz.

Também estiveram presentes na solenidade de inauguração a senadora Zenaide Maia, o vice-reitor José Daniel Diniz Melo e o diretor do Centro de Biociências, Graco Aurélio Viana, além de professores, gestores, alunos e servidores técnico-administrativos da Universidade.

Foto: Cícero Oliveira

Governadores do Nordeste pedem revisão de bloqueio nas universidades

Fátima Bezerra disse que governadores pediram ao presidente revisão de bloqueio de recursos para universidades – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Os governadores do Nordeste pediram nessa quinta-feira, 9, durante reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, a revisão do contingenciamento de 30% no orçamento das universidades e institutos federais feito nos últimos dias. Eles também reforçaram o pedido para que o governo apresente um projeto de emenda constitucional destinado a prorrogar a validade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Fizemos um apelo ao presidente no sentido de rever o corte anunciado junto às universidades e institutos federais. Fizemos esse apelo, inclusive, levando em consideração o papel e a presença fundamental que essas universidades e institutos federais têm em todo o Brasil, em especial na Região Nordeste”, afirmou a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

“A posição firme dos governadores do Nordeste [é] no sentido de pedir que pudesse haver uma revisão em relação ao corte nas universidades”, disse o governador do Piauí, Wellington Dias.

O Ministério da Educação (MEC) informou esta semana “que o critério utilizado para o bloqueio de dotação orçamentária foi operacional, técnico e isonômico para todas as universidades e institutos”. Segundo a pasta, foram bloqueados R$ 7,4 bilhões do total de R$ 23,6 bilhões de despesas não obrigatórias. No total, o orçamento anual do MEC, incluindo gastos obrigatórios, é R$ 149 bilhões.

“O bloqueio preventivo incide sobre os recursos do segundo semestre para que nenhuma obra ou ação seja conduzida sem que haja previsão real de disponibilidade financeira para que sejam concluídas”, informou o MEC.

Fundeb

No caso do Fundeb, a preocupação é com o seu encerramento em 2020. O fundo é um conjunto de um conjunto de 27 contas estaduais que serve como mecanismo de arrecadação e redistribuição de recursos destinados à educação básica. No ano passado, o Fundeb realocou cerca de R$ 148 bilhões em recursos, usados para pagamento de salários e manutenção de creches e escolas.

Para Fátima Bezerra, o debate sobre o assunto é urgente. “Colocamos, portanto, para ele, a proposta dos governadores de todo o Brasil, que é uma emenda à constituição para tornar o Fundeb uma política permanente e, ao mesmo tempo, ampliar a participação financeira da União junto aos estados e municípios”, ela acrescentou. A governadora propôs o aumento da participação da União de forma progressiva até chegar a 40% do total dos fundos. No primeiro ano, a União aumentaria o percentual de 10% para 20%, sendo 2 pontos percentuais anos seguintes, até atingir o percentual de 40%.

Além de Fátima Bezerra e Wellington Dias, participaram da reunião os governadores Flávio Dino (Maranhão), Renan Filho (Alagoas), João Azevedo (Paraíba), Camilo Santana (Ceará), Paulo Câmara (Pernambuco) e Belivaldo Chagas (Sergipe). A Bahia foi representada pelo vice-governador, João Leão. Pelo lado do governo federal, estava presentes, além do presidente Bolsonaro, os ministros Paulo Guedes (Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Tarcísio Gomes (Infraestrutura), Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Crédito aos estados

Os governadores nordestinos também receberam a informação de que o chamado Plano Mansueto (em referência ao secretário do Tesouro, Mansueto Almeida) será apresentado aos secretários estaduais de Fazenda na próxima semana e a ideia é que, em seguida, seja apresentado como projeto de lei ao Congresso Nacional. O programa, que pode render até R$ 40 bilhões em empréstimos ao longo de quatro anos, permitirá aos estados usar os recursos para pagar funcionários e fornecedores, entre outras despesas, e eles devem se comprometer a adotar medidas de ajuste fiscal. Dentre os pontos da agenda dos governadores com o presidente, esse foi o que vai avançou, segundo o governador Flávio Dino.

“Nossa pauta não é a do pires da mão, é a pauta da retomada do crescimento econômico e da geração de empregos, e para isso você precisa de condições fiscais, claro, que no governo federal, mas também nos estados e municípios. E por isso o Plano Mansueto é importante, porque, ao se dispor a injetar R$ 10 bilhões este ano, que sejam, nos estados, isso significa geração de empregos. Desses três dias que percorremos aqui [em Brasília], o grande saldo é esse: nós conseguimos que, na semana que vem, chegue ao Congresso o Plano Mansueto”, afirmou.

Outro ponto abordado pelos governadores foi a retomada de obras federais nos estados, nas áreas de habitação, infraestrutura rodoviária e hídrica. “Importantíssimas essas obras, para garantir o desenvolvimento da região e, ao mesmo tempo, evidentemente, gerar empregos para o nosso povo”, ressaltou Fátima Bezerra.

Cursos mais bem avaliados serão poupados

Foto: Reprodução\TWITTER

Os programas de pós-graduação mais bem avaliados do país, com notas 6 e 7, não serão atingidos pelo bloqueio de bolsas promovido pelo Ministério da Educação (MEC). A informação foi dada pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Anderson Correia, em entrevista coletiva realizada ontem em Brasília.

Segundo Correia, a suspensão atingiu cerca de 3,5 mil bolsas ociosas, o que equivale a 1,75% do total de 200 mil benefícios deste tipo cadastrados na Capes. O diretor de gestão da instituição, Anderson Lozi, classificou a decisão como “o menor impacto possível”. De acordo com o presidente da Capes, a medida também não vai abranger bolsistas no exterior.

Anderson Correia justificou a decisão como parte dos cortes que o governo federal está promovendo em todas as pastas e áreas do Executivo Federal. A economia com a suspensão seria de R$ 50 milhões. De acordo com Correia, mais medidas estão sendo estudadas como a redução de novas bolsas de programas mal avaliados.

O presidente da instituição afirmou que há possibilidade de um desbloqueio no futuro. “Cabe lembrar que estas ações podem ser revertidas mais a frente caso haja descontingenciamento em razão da economia do país”, pontuou.

Perguntado por jornalistas sobre casos em que as bolsas não estariam ativas porque estariam sendo repassadas a novos alunos, o presidente da Capes informou que o órgão pode fazer uma avaliação. “Geralmente, as universidades alocam alunos no começo de cada semestre, ou fevereiro ou em agosto. Não é comum a entrada de novos alunos em maio. Mas se houver exceções, podemos estudar caso a caso”, disse.

Agência Brasil

No total, serão suprimidos R$ 100 milhões em investimentos nas instituições federais do RN

O bloqueio orçamentário que atinge as Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) foi discutido nesta quinta-feira, 9, em reunião da Comissão de Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), que apresentou a moção de repúdio já aprovada pelo Plenário da Casa. O documento, encaminhado para o governo federal, solicita que o bloqueio seja repensado e tornado sem efeito, por subtrair recursos destinados desde a educação infantil até os cursos de pós-graduação.

Entre as justificativas elencadas, a moção de repúdio expõe que a medida “compromete o funcionamento pleno das atividades de ensino, pesquisa, extensão e ações administrativas, colocando em risco todo o sistema nacional de ciência e tecnologia e educação”. Os impactos do possível corte de 30% para as IFES foram apresentados pela reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Maria Paiva Cruz, pelo pró-reitor de Pesquisa e Inovação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN), Márcio Azevedo, e pelo subchefe de gabinete da Universidade do Estado do RN (UERN), Esdras Marchezan.

No total, serão suprimidos R$ 100 milhões em investimentos nas instituições federais do Rio Grande do Norte, isto é, UFRN, IFRN e Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa). Apenas na UFRN, serão R$ 60 milhões a menos, distribuídos em cortes de R$ 48 milhões para despesas de custeio e R$ 12 milhões de capital. Isso significa falta de recursos para contratos como água, energia e terceirização, cujo serviço representa 50% da força de trabalho na Universidade. “Sem limpeza, segurança, motoristas, energia, entre outros fatores que criam condições ambientalmente favoráveis, teremos inviabilidade de funcionamento a partir de setembro”, alertou a reitora Ângela Paiva.

Segundo a gestora, a paralisação das atividades afeta toda a sociedade, visto que a UFRN presta não apenas serviços em recursos humanos, mas também para empresas, hospitais universitários, formação de professores da educação básica, entre outros. “A sociedade precisa entender que essa medida não resolve o problema da economia brasileira. Subtrair investimento para educação significa subdesenvolvimento e dependência científica e tecnológica no futuro”, ressaltou. O pró-reitor de Pesquisa e Inovação do IFRN, Márcio Azevedo, também expôs os números da instituição, onde haverá cortes na ordem de 30% do orçamento geral de funcionamento e 39% das despesas básicas, que inviabilizam o funcionamento dos seus 21 campi distribuídos pelo estado.

Os deputados presentes, Hermano Morais, Francisco do PT, Sandro Pimentel e Allyson Bezerra, reforçaram a preocupação com o bloqueio orçamentário e clamaram engajamento da sociedade em busca de reverter a decisão do governo federal. “A maior unidade que deve acontecer é do povo brasileiro, pois os países que mais investem em educação têm retorno mais rápido e uma sociedade mais justa”, finalizou o deputado Sandro Pimentel.

Além da moção de repúdio encaminhada pela ALRN, a bancada federal da Câmara dos Deputados levará um documento elaborado pelos reitores para a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, que se reunirá na próxima quarta-feira, 15, e contará com a presença do ministro da Educação.

Reitora Ângela Paiva. Foto: Adurn

Ministério Público Federal lança seleção para estágio em Direito no RN

As inscrições para o concurso de estágio voltado a alunos de Direito e destinado a preencher cadastro de reserva para as procuradorias da República em Natal, Mossoró (PRMs Mossoró e Assu), Caicó e Pau dos Ferros começam na próxima segunda-feira (13). O prazo de inscrições segue até 24 de maio (às 16h) e, para participar, o estudante deve estar matriculado em uma das instituições conveniadas (ver lista abaixo) e não concluir a graduação este ano. Além disso, caso seja aprovado e venha a ser convocado, quando do momento da contratação o candidato deverá ter concluído no mínimo o 3º ou 4º semestre do curso – a depender da duração total do mesmo.

Para inscrever-se, o candidato deve preencher o formulário disponível no site do MPF/RN (http://www.mpf.mp.br/rn/estagie-conosco/concursos-de-estagio/2019) e confirmar a inscrição enviando um e-mail com cópias dos seguintes documentos em formato PDF: identidade; CPF; e declaração de matrícula. Caso pretenda concorrer às vagas para pessoa com deficiência ou minorias étnico-raciais, deve enviar também, respectivamente, o laudo médico ou a declaração específica (disponibilizada junto ao edital).

O conteúdo das provas e outros detalhes sobre as inscrições podem ser consultados no edital e todas as informações sobre o processo serão publicados no site do MPF/RN. O concurso prevê a realização de prova objetiva e discursiva, ambas marcadas para 16 de junho, das 9h às 13h. A prova objetiva terá 40 questões de conhecimentos específicos em Direito, valendo 0,25 cada questão correta. Serão eliminados aqueles que não obtiverem nota total igual ou superior a 5,0.

Somente terão as provas discursivas corrigidas os candidatos que, na prova objetiva, obtenham classificação até a 110ª posição (para Natal), 60ª (para Mossoró/ Assu) ou 15º (para Caicó e Pau dos Ferros). A discursiva consistirá na “elaboração de dissertação, análise e interpretação e/ou elaboração de peça ou texto jurídico”, valendo de 0 a 10 pontos. A classificação final será estabelecida atribuindo-se peso 1 à prova objetiva e 2 à discursiva.

A aprovação não gera o direito à contratação do estagiário, que poderá ser ou não realizada, a critério da Procuradoria da República. Os aprovados e convocados irão estagiar 20 horas por semana, recebendo uma bolsa mensal de R$ 850, além de auxílio-transporte de R$ 7,00 por dia estagiado.

Confira o edital completo do processo seletivo: http://www.mpf.mp.br/rn/estagie-conosco/concursos-de-estagio/2019/processo-seletivo-para-estagiarios-de-direito-da-pr-rn-prms-mossoro-assu-caico-e-pau-dos-ferros-2019/edital-no-02-processo-seletivo-2013-direito-2019

Instituições de ensino conveniadas com a Procuradoria da República no Rio Grande do Norte

  • Centro Universitário do Rio Grande do Norte – UNI-RN;
  • Centro Universitário Facex – UNIFACEX;
  • Faculdade Evolução do Alto Oeste Potiguar – FACEP;
  • Faculdade Mater Christi – FMC;
  • Faculdade Maurício de Nassau de Natal – FMN
  • Faculdade Vale do Jaguaribe – FVJ;
  • Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN;
  • Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN;
  • Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA;
  • Universidade Potiguar – UNP.

Foto: Ilustração

Governo corta bolsas de mestrado e doutorado de universidades

USP, UNESP E UNICAMP TIVERAM CORTES NO BENEFÍCIO, ALÉM DE INSTITUIÇÕES FEDERAIS EM OUTROS SEIS ESTADOS BRASILEIROS

O governo federal cortou novas bolsas de mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de instituições em outros seis estados brasileiros. Segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), a justificativa foi que elas estariam “ociosas” – no entanto, estavam sem utilização por apenas 15 dias, no aguardo da seleção dos candidatos que iriam utilizá-las.

O contingenciamento do MEC, que havia sido informado na semana passada, foi de R$ 7,4 bilhões. As instituições descobriram os cortes nas bolsas apenas nesta quarta-feira (8), quando tentaram cadastrar seus alunos para receber as que já estavam previstas para 2019.

“As universidades foram pegas de surpresa. Nenhum comunicado foi feito”, afirmou em nota a pró-reitoria de Pós-Graduação da Unicamp. Segundo a instituição, a estimativa inicial é de que cerca de 40 bolsas foram cortadas. De acordo com a nota, “há insensatez da medida, dado que em muitos casos estava-se justamente buscando atribuir o incentivo ao aluno e o sistema não permitia”.

Todo ano, os programas de pesquisa contam com uma quantidade de bolsas, de acordo com critério da própria Capes, que são consideradas no planejamento e dão segurança sobre quantos estudantes podem vir a participar de seus cursos de mestrado e doutorado. Quando um aluno finaliza o curso, essa bolsa, no ano seguinte, é passada para um colega. Foram justamente as que ficaram vagas em abril que não mais puderam ser preenchidas em maio.

Para o pró-reitor de Pós-graduação da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, o momento é de “preocupação”. “Mas é importante que aguardemos novas informações e continuemos nossas atividades para termos uma pós-graduação de excelência na USP com o apoio da Capes”, afirmou.

A Unesp informou ter registrado cortes em praticamente todos os seus programas de pós-graduação, mas que ainda dimensiona o número total. “Os coordenadores do programa estão me pedindo ajuda, pois se sentem responsáveis pelos estudantes. São pessoas que pediram demissão do emprego, deixaram de lado outros compromissos e se programaram para estudar contando com o recurso. Ainda não temos a real dimensão dos prejuízos que os cortes causaram, mas a situação é caótica”, disse a professora Telma Teresinha Berchielli, pró-reitora de pós-graduação da instituição.

Telma contou que uma das bolsas do Programa de Alimentos e Nutrição da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, do campus de Araraquara, já estava destinada para um estudante de Moçambique. O jovem saiu de seu país, pediu demissão do emprego com a garantia de que teria o auxílio para estudar.

As universidades paulistas são as três instituições do país que mais produzem conhecimento científico, segundo o relatório Web of Science, feito pela Clarivate Analytics, uma das mais prestigiadas equipes de análises de dados científicos do mundo. Juntas, elas são responsáveis por 33,8% dos artigos publicados pelo Brasil.

Outros estados

As universidades federais também tiveram o benefício cortado pela Capes. Há relatos de bolsas suspensas em ao menos mais seis estados: Pará, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais e Paraná.

O reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e integrante da Andifes (associação de reitores das universidades federais), Emmanuel Tourinho, considera que a medida é uma “tragédia para a ciência” do país. “Não existe bolsa ociosa na pós-graduação, porque temos muito mais alunos do que bolsas disponíveis. Dados do Sistema Nacional de Pós-Graduação mostram que apenas 1/3 dos alunos dos alunos da pós tem o benefício. O processo para registrar novos alunos tinha acabado de ser aberto e nós temos uma lista de espera”, disse.

Resposta

A Capes informou, em nota, que “nenhum bolsista já cadastrado nos sistemas de concessão foi retirado”. E que não há ainda o número exato das bolsas ociosas recolhidas. As universidades confirmam que apenas bolsas novas foram atingidas.

A Capes sofreu um bloqueio de R$ 819 milhões, 19% do orçamento autorizado inicialmente. Na rubrica de bolsas de estudo (nacionais e internacionais; mestrado e doutorado) o contingenciamento é um pouco maior, 23% dos R$ 1,85 bilhão reservados. Procurado, o órgão não quis confirmar quanto do valor foi bloqueado pelo MEC.

FONTE: Com informações do Estadão Conteúdo

Biblioteca do Cemure adquire livros para ampliar conhecimentos de educadores

A Biblioteca do Educador Professora Olindina Lima Gomes (Bepog), que está integrada ao Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure), localizado na Avenida Coronel Estevam, 3705, no bairro de Nossa Senhora de Nazaré, é mais um importante lugar da rede pública de ensino de Natal para pesquisar, estudar e ampliar conhecimentos dos servidores. Diante disso, sua direção, que recebendo regularmente doações, adquiriu, 266 livros, voltados especialmente para os professores que estão sempre em formações e cursos oferecidos pela Secretaria Municipal de Educação (SME).

A Biblioteca do Educador é especializada em educação, com aproximadamente 17 mil exemplares, de livre acesso, e busca dar suporte aos projetos educacionais de estímulo ao ensino, à leitura e à pesquisa bibliográfica e científica dos trabalhadores em educação e também para qualquer cidadão. Assim, a mesma reúne, sistematiza e disponibiliza informações, contribuindo para a auto-capacitação e formação dos profissionais da Rede Municipal de Ensino.

“O Setor de Acervo e Pesquisa disponibiliza seu acervo para a consulta local e toda a comunidade em geral. Já o empréstimo, é direcionado exclusivamente aos servidores e funcionários da ‘SME’ e corpo docente e discente da ‘UAB’”, explica Josias Gomes de Lima, chefe do Setor de Acervo e Pesquisa da Biblioteca do Educador.

SAIBA

A Biblioteca do Educador também conta com um acervo digital disponível para consulta online e realização de pesquisas de trabalhos acadêmicos. O usuário pode fazer a consulta através do endereço http://siabiclientes.com/cemure. Já para acessar o acervo de trabalhos acadêmicos dos professores da rede, é necessário entrar na página da Prefeitura pelo https://www.natal.rn.gov.br/bvn/. O espaço físico é aberto ao público de segunda a quinta-feira das 8h às 21h e na sexta-feira das 8h às 12h.

Enem 2019 registra mais de um milhão de inscritos no primeiro dia

Foto: EBC

Mais de um milhão de pessoas se inscreveram para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 no primeiro dia de inscrições, iniciadas nessa segunda-feira, 6, e vão até o dia 17 de maio, pela internet. As provas do Enem serão aplicadas em dois domingos, 3 e 10 de novembro.

O balanço de inscritos divulgado pelo Ministério da Educação contabiliza os candidatos registrados até as 20h de ontem.

A taxa de inscrição para o Enem é de R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio. O participante terá até 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Após esse prazo, não serão mais permitidas mudanças.

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 e 24 de maio.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir este ano pode usar as notas do Enem, por exemplo, para se inscrever em programas de acesso à educação superior como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni) ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de o estudante concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

Estudo
Para reforçar o conhecimento dos candidatos, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) oferece várias estratégias gratuitas, como o Questão Enem, no qual os estudantes têm acesso a um atualizado banco de dados que reúne provas de 2009 até 2018. O site permite a resolução das questões online, com o recebimento do gabarito.

 

Agência Brasil

UFRN garantirá alimentação aos alunos durante reforma do Restaurante Universitário

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) informa que abriu processo licitatório para reforma das instalações do Restaurante Universitário (RU), unidade localizada no campus central, em Natal, e que atende 4.500 mil pessoas diariamente. A medida acontece em virtude da necessidade de adequação da unidade, especificamente no que tange às questões de acessibilidade, e tem previsão de duração de três meses após iniciada a intervenção, atingindo, além do RU central, o refeitório setorial localizado no Centro de Ciências da Saúde (CCS).

A Universidade continuará subsidiando a alimentação aos residentes e aos beneficiários do auxílio moradia do campus de Natal, mediante proposta de auxílio financeiro aprovada pelos estudantes em reunião realizada na última terça-feira, 30. Assim, a UFRN ratifica o compromisso de que todas as medidas serão tomadas no sentido de diminuir o impacto, junto à comunidade universitária, do fechamento temporário do RU.

Foto: UFRN/Divulgação