
O empresário e candidato nas eleições presidenciais que levaram Vladímir Putin ao poder em março de 2000, Umar Dzhabrailov, cometeu suicídio com uma arma de fogo, segundo informaram nesta segunda-feira (2) meios de comunicação da Rússia.
Dzhabrailov, de 67 anos, foi encontrado gravemente ferido em um hotel no centro de Moscou e transferido às pressas para o hospital, onde faleceu, relataram diversos veículos oficialistas, entre eles a agência de notícias TASS.
Fontes policiais afirmam que o ex-senador pela República da Chechênia foi hospitalizado como paciente desconhecido, com um ferimento de bala na cabeça, segundo o jornal Kommersant.
Nos dias anteriores, Dzhabrailov havia gravado vários vídeos para suas redes sociais nos quais comentava os últimos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, evidenciando sua preocupação com os turistas russos no Oriente Médio, em particular nos Emirados Árabes Unidos.
Dzhabrailov, que foi o candidato menos votado em 2000 (com 0,1% dos votos), já havia tentado o suicídio em 2020 ao cortar os pulsos.
O polêmico empresário, que, na primeira década dos anos 2000, conviveu habitualmente em público com celebridades nacionais da época, bem como com políticos e oligarcas russos, foi expulso do maior partido político russo, o Rússia Unida, após efetuar vários disparos contra o teto no hotel Four Seasons em 2017, incidente pelo qual também foi multado.
Dzhabrailov enriqueceu após a queda da União Soviética, primeiro através de uma rede de postos de gasolina na região de Moscou e, posteriormente, pelo setor imobiliário, sendo proprietário de vários hotéis e centros comerciais, como o Radisson Slavyanskaya.
O empresário tinha sua entrada proibida nos Estados Unidos depois que um de seus sócios americanos, Paul Tatum, morreu baleado após denunciar ameaças de morte proferidas por Dzhabrailov.
Entre 2004 e 2009, representou a Chechênia no Senado russo e, em 2006, ocupou durante um ano o cargo de vice-presidente do governo da república do norte do Cáucaso.
Também foi próximo ao líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, com quem realizou a peregrinação à Arábia Saudita em 2004, embora especule-se que as relações entre ambos tenham se deteriorado devido à candidatura do irmão de Dzhabrailov nas eleições presidenciais antecipadas daquela região russa.
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