
OS MEMBROS FOTOGRAFAM E ACOMPANHAM PASSO A PASSO DA ROTINA DA MULHER. FOTO: REPRODUÇÃO / FACEBOOK
Mais de 90 mil pessoas integram um grupo fechado que acompanha os “feitos” de Marta Maria Mendes de Paula, de 48 anos,em Uberlândia, no interior de Minas Gerais. Também conhecida como Martinha ou Marta Golpista de Uberlândia, respondendo a vários processos e até mesmo sendo presa em uma ocasião, ela acabou se tornando uma celebridade na internet como personagem de denúncias em forma de humor.
A suspeita tem página no Facebook, animações no YouTube, memes e até vaquinha online dedicados a ela. Segundo relatos de lojistas do município, Marta seria acusada de “abusar da boa fé” dos comerciantes, que vendiam suas mercadorias à mulher e acabavam nunca vendo “a cor” do dinheiro.
Os calotes de Marta ficaram famosos após uma das supostas vítimas criar um grupo no Facebook para “vigiar” a “suspeita”. O objetivo era postar fotos de onde ela havia sido vista pela última vez, para que fossem compartilhadas e não existissem outras vítimas.
O grupo ganhou popularidade, já possui 91.209 membros e conta com cerca de 130 postagens sobre a rotina de Marta. A plataforma ficou conhecida pelos internautas após um usuário do Twitter fazer uma publicação sobre a curiosidade. Na época, o grupo tinha apenas 10 mil membros. A publicação tem 63 mil curtidas, e mais de 22 mil compartilhamentos.

PUBLICAÇÃO DE USUÁRIO SOBRE A CURIOSIDADE DO MUNICÍPIO MINEIRO. FOTO: REPRODUÇÃO / TWITTER
De acordo com os relatos, as preferências da suspeita são serviços de beleza, como em salões e itens de maquiagem.
Segundo Regina Silva, uma das supostas vítimas, dona do salão Brilhos Cabeleireiros, localizado no bairro de São Jorge, em Uberlândia, Marta teria arrumado o cabelo e comprado diversos itens de maquiagem.
“Ela assinou uma promissória, dizendo que iria me pagar, mas nome, endereço e telefone estavam errados”, relatou a comerciante.
Regina disse ainda que chegou a acompanhá-la no grupo e confrontá-la pessoalmente. “Vi que ela estava em um brechó aqui perto e fui lá, até gravei. infelizmente fui assaltada e perdi os vídeos, que estavam no celular”, disse Regina.
Um vídeo disponibilizado no dia 11 de fevereiro no YouTube, já com 460 mil visualizações, mostra uma das abordagens de confronto a Marta. Ele pode ser visto clicando aqui.
De acordo com a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, as acusações procedem e queixas foram formalizadas. Segundo a polícia, Marta Mendes responde a vários processos por estelionato e já chegou a ser presa em 2013.
A fama foi tanta que o canal Rabisco, do desenhista Peixe Aquático, animou o vídeo postado por uma das supostas vítimas da Marta. A publicação data de 8 de março deste ano.

