
Em uma ofensiva para resguardar ativos e garantir a ordem do processo de liquidação, o Banco Central (BC) solicitou ao Ministério Público Federal (MPF) o congelamento de valores que ultrapassam a marca de R$ 10 bilhões. O montante está alocado em fundos de investimento que eram utilizados pelo Banco Master, instituição que recentemente teve sua liquidação decretada pelo regulador.
O requerimento de bloqueio ocorre em um momento crítico, logo após a interrupção das operações da instituição. A estratégia da autoridade monetária visa impedir que recursos significativos sejam movimentados ou retirados antes da apuração completa das obrigações da massa liquidanda. O foco da medida são os veículos de investimento estruturados, que concentram grande parte do patrimônio gerido ou vinculado ao banco.
A atuação conjunta com o MPF é um rito padrão em casos de intervenção sistêmica, servindo como uma camada extra de proteção contra a possível “dissipação de ativos”. Segundo interlocutores próximos ao processo, a rapidez na solicitação é fundamental para evitar que decisões rápidas e de “difícil reversão” comprometam o ressarcimento de credores e a estabilidade do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
A decisão do BC de acionar os procuradores federais reforça a gravidade com que o órgão trata a deterioração financeira do Master. A medida de congelamento de bens e fundos é vista como um passo indispensável para garantir que a auditoria interna e a futura destinação dos recursos ocorram sem interferências externas ou tentativas de esvaziamento patrimonial durante o período de liquidação.
Diário do Poder

