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Assédio, perseguição e vasectomia: pastores vão à Justiça contra a Igreja Universal

FOTO: BRENO ESAKI

Assédio moral, perseguição e proibição de gerar herdeiros. Essas são algumas das acusações imputadas à Igreja Universal do Reino de Deus em processos movidos por ex-obreiros, pastores e esposas de pastores que outrora integraram a instituição religiosa.

Em uma das ações, ao qual o Metrópoles teve acesso, a igreja é acusada de “compelir” um ex-pastor a realizar uma “vasectomia” – procedimento que deixa o homem incapaz de gerar filhos – “em uma clínica clandestina localizada na Comercial Norte, em Taguatinga, no Distrito Federal”, e a “obrigar” que o homem e a esposa dele “se filiassem a um partido político como uma condição obrigatória para permanência no cargo pastoral”.

No processo, registrado no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), o ex-pastor da Universal cobra quase meio milhão de reais em dívidas trabalhistas. O autor da ação, expõe, ainda, que metas de recolhimento de dízimos eram impostas a ele e punições aplicadas em caso de não cumprimento delas.

Em outro processo, movido no mesmo tribunal, um segundo pastor narra práticas semelhantes que supostamente ocorram dentro da instituição religiosa. No documento, o ex-integrante do templo conta que já atuava como pastor no local quando se apaixonou pela atual esposa. Para ficar com a amada, contudo, precisou da permissão de um superior, que também o informou da exigência da vasectomia em caso de um casamento.

Metrópoles

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