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ARTIGO: A fé não deve se calar: Igreja, democracia e o dever de participar

*Por General Girão

Caros amigos cristãos de todo o Brasil, quando o infame Descondenado, Lula da Silva, critica a atuação política de líderes religiosos, como já o fez em diversas falas carregadas de ódio, ele não está defendendo a democracia — está tentando delimitar quem pode ou não pode influenciar o debate público. Ele sabe que a formação espiritual e religiosa das Igrejas de Cristo é uma fortíssima ameaça ao projeto de poder de seu bando político: a implantação de um regime comunista/socialista no Brasil.

Entretanto, ele precisa ser informado de que a democracia não é seletiva. Não pode existir liberdade de expressão “apenas para quem concorda”. Igrejas são formadas por cidadãos que pagam impostos, votam e sofrem os efeitos das leis.

Biblicamente, a participação na vida pública não é opção — é liberdade com responsabilidade.

O profeta Natã confrontou o rei Davi. Elias confrontou Acabe. João Batista confrontou Herodes. Nenhum deles aceitou a tese de que a fé deveria ficar restrita ao templo. A fé que não transforma a sociedade é apenas ritual vazio.

A consciência que todos devemos ter é a de que é a política que decide sobre a vida, sobre a família, a liberdade religiosa, a educação e a justiça; por isso, não podemos aceitar que a Igreja permaneça neutra, sem orientar suas ovelhas sobre os riscos do mal político.

Este, quando determinado a seus propósitos satânicos, se “veste de pastor” para dominar as ovelhas. Então, cabe aos verdadeiros pastores cuidar para que as armadilhas não sejam lançadas sobre a Igreja que devem proteger.

Politicamente, a Constituição brasileira garante liberdade religiosa e liberdade de expressão. Não há cláusula que obrigue pastores, padres ou fiéis a se tornarem mudos diante de projetos de poder. Ao contrário: em uma democracia, todos os segmentos têm o direito — e o dever — de participar do debate público. Silenciar igrejas enquanto se estimula a militância de outros grupos é seletividade ideológica, e não configura defesa do Estado laico.

Estado laico não significa Estado ateu. Significa que o governo não adota uma religião oficial — não que deva hostilizar ou intimidar quem professa uma fé e a expressa publicamente. Quando Lula da Silva critica a influência das igrejas, mas celebra a atuação política de movimentos alinhados ao seu campo, fica evidente que o problema não é a mistura entre fé e política — é a fé que contraria sua agenda. É ameaça direta ao seu projeto de poder.

Cristãos “verdadeiros” não podem aceitar a narrativa de que sua participação é ilegítima. A Bíblia nos ensina que somos “sal da terra” e “luz do mundo” (Mateus 5:13-16). Sal que não salga é inútil. Luz que se esconde debaixo da mesa trai sua missão.

Se decisões políticas moldam o futuro da nação, é dever moral do cristão se posicionar e influenciar aqueles à sua volta. O silêncio, nesses casos, pode ser classificado como omissão mortal ou cumplicidade.

A história mostra que regimes que tentaram empurrar a fé para o silêncio terminaram por restringir também outras liberdades. Quando se começa dizendo à Igreja que ela não deve opinar, termina-se dizendo ao cidadão comum que ele não deve discordar.

A Igreja não pode ser tratada como massa de manobra. Ela deve representar a consciência moral da sociedade. E a consciência não se cala por decreto nem por discurso ditatorial.

Nossa esperança, neste começo do segundo quarto do século XXI, é que nossa fé em Deus possa nos ajudar a romper esses grilhões da ignorância política de um povo que descansa sobre esmolas de um governo que parou no tempo.

Que a luz da sabedoria possa estar presente na mente de todos aqueles que pastoreiam as ovelhas, para que os alertas sejam mostrados e repetidos contra os que pregam as trevas.

O bem deve sempre vencer! Esse precisa ser o foco!

* General Girão é Deputado Federal (PL-RN)

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