
Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, Suzane von Richthofen voltou ao centro de uma nova controvérsia judicial e pode enfrentar consequências criminais. Ela foi denunciada pela prima, Silvia Gonzalez Magnani, por suposto furto de objetos pertencentes ao tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em casa no começo de janeiro, na capital paulista.
Segundo o jornalista Ullisses Campbell, de O Globo, o boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de São Paulo na terça-feira (3). A denúncia indica que Suzane teria retirado da residência itens como máquina de lavar, sofá, cadeira ou poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro pertencentes ao tio.
A acusação surge em meio a uma disputa familiar pela herança deixada por Abdalla, avaliada em cerca de R$ 5 milhões. Após a morte do médico, Suzane e Silvia passaram a discutir judicialmente quem deve assumir a administração do espólio e quais seriam os direitos de cada uma sobre os bens.
Em ação que corre na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane reconheceu que entrou na casa do parente e retirou alguns bens, incluindo um veículo Subaru XV. Ela também admitiu ter soldado o portão do imóvel. A justificativa apresentada foi a de que pretendia resguardar bens que acredita que poderão lhe pertencer futuramente, antes mesmo de qualquer decisão judicial.
Com o registro policial, Suzane passou a ser formalmente investigada por furto. Caso a apuração conclua que houve crime, ela pode perder o benefício do regime aberto e voltar a cumprir o restante da pena referente ao homicídio de Manfred e Marisa von Richthofen.
Desde que deixou a Penitenciária de Tremembé, Suzane cumpre pena em regime aberto, condição que exige, entre outras regras, que não haja envolvimento em novos delitos.
Correio 24h
