A vereadora Maria Marleide da Cunha Matias (PT) de Mossoró, em entrevista ao portal De Fato, lançou um alerta contundente sobre o perfil de gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra e seu potencial impacto negativo no Rio Grande do Norte. A vereadora destacou o que descreveu como um estilo “extremamente autoritário” do gestor, que, segundo ela, culminou em problemas graves como a demissão coletiva de quase 400 trabalhadores da empresa Clarear em dezembro de 2025, os quais até hoje aguardam o recebimento de seus direitos trabalhistas, deixando centenas de famílias em situação de vulnerabilidade e incerteza. O retrato nefasto de Allyson Bezerra, traçado pela vereadora mossoroense, também é destaque na Coluna Notas e Comentários, do jornal Tribuna do Norte, que repercutiu o fato.
Segundo Maria Marleide, que está em seu segundo mandato na Câmara Municipal de Mossoró, o perfil de Allyson Bezerra é marcado pela intransigência: “Quando ele define que algo deve ser feito de determinada maneira, ele não abre mão, não há espaço para diálogo ou mudança de opinião — a não ser que haja algum interesse.” Ela enfatizou que a forma como o ex-prefeito “trata adversários como inimigos” revela um “projeto de poder pessoal, acima do interesse coletivo,” o que, em sua visão, representa um risco significativo para o exercício do poder e para a autonomia da nova gestão.
O rastro dessa gestão, conforme análise do De Fato, reflete-se diretamente na vida dos servidores públicos e contratados de empresas terceirizadas. A categoria dos trabalhadores da Clarear exemplifica o profundo prejuízo social: quase 400 pais e mães de família, que atuavam na Secretaria de Saúde do município, foram demitidos coletivamente em dezembro de 2025. Desde então, esses trabalhadores não receberam seus direitos trabalhistas, enfrentando privações e a ausência de uma resolução justa para a situação. A espera por esses pagamentos coloca essas famílias em uma posição de grande fragilidade econômica e social.
A vereadora expressou sua preocupação com o futuro de Mossoró sob a gestão do novo prefeito, Marcos Bezerra (Republicanos), por entender que ele poderá governar sob forte influência de seu antecessor. A expectativa de que o novo chefe do Executivo tenha autonomia de fato é uma esperança compartilhada por muitos que não terão “saudades do ex-prefeito,” especialmente aqueles afetados pelos problemas acumulados. Este cenário de incerteza demanda atenção e fiscalização contínua por parte da sociedade e dos órgãos competentes.
