
Faltando pouco mais de seis meses para as eleições deste ano, a lista de pré-candidatos na corrida pelo Palácio do Planalto começa a afunilar. Se a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se avizinha como o principal embate de 2026, nomes como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) tentam ganhar espaço no certame.
Confira quem são os pré-candidatos já confirmados:
Lula (PT)
A primeira manifestação pública do petista de que ele concorreria à reeleição em 2026 foi feita no dia 23 de outubro do ano passado. A informação foi confirmada durante uma declaração conjunta à imprensa na Indonésia ao lado do presidente do país asiático, Prabowo Subianto. A fala ocorreu às vésperas do 80° aniversário do petista, que aconteceu no dia 27 de outubro.
– Vou disputar um quarto mandato no Brasil. Eu estou lhe dizendo isso, porque nós ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Esse primeiro mandato só termina em 2026, no final do ano. Mas eu estou preparado para disputar outras eleições e tentar fazer com que a relação entre Indonésia e Brasil, por demais, seja valorosa. E que a nossa relação traga mais empresários brasileiros para visitar a Indonésia – disse.
Flávio Bolsonaro (PL)
No dia 5 de dezembro do ano passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou, em seu perfil na rede social X, que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como pré-candidato à Presidência da República. O parlamentar afirmou que Bolsonaro deu a ele a missão de “dar continuidade ao nosso projeto de nação”. Nos últimos meses, a candidatura tem ganhado tração com bons resultados nas pesquisas.
– Eu não posso, e não vou, me conformar ao ver o nosso país caminhar por um tempo de instabilidade, insegurança e desânimo. Eu não vou ficar de braços cruzados enquanto vejo a esperança das famílias sendo apagada e nossa democracia sucumbindo – escreveu Flávio, na época do anúncio.
Romeu Zema (Novo)
O agora ex-governador de Minas Gerais também lançou seu nome na disputa presidencial. Em agosto de 2025, durante o Encontro Nacional do Partido Novo, em São Paulo, o gestor estadual disse que seu objetivo era “chegar a Brasília para varrer o PT do mapa”.
– Se deu pra deixar o estado mais leve em Minas, dá para fazer no Brasil. Existe um Brasil produtivo, moderno, competitivo e à espera de um governo sério. O Brasil que queremos é o que trabalha, arrisca, vence e dá orgulho. É com esse Brasil bravo que nós vamos chegar a Brasília, para varrer o PT do mapa – resumiu.
Ronaldo Caiado (PSD)
Após se filiar ao PSD e enfrentar uma disputa ferrenha com os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná) para ser o representante do partido na corrida pelo Planalto, o governador de Goiás teve seu nome confirmado pela sigla na última segunda-feira (30) como postulante à Presidência da República.
Em seu primeiro discurso após o anúncio, ele pregou a pacificação do país e defendeu uma anistia irrestrita, em referência aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, inclusive estendendo a medida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
– Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente [Bolsonaro]. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas – declarou
Renan Santos (Missão)
Após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializar a criação do Missão, partido idealizado pelos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), o nome de Renan Santos, um dos fundadores do grupo, passou a ser cogitado para concorrer ao cargo de presidente da República. No dia 5 de dezembro, logo após o senador Flávio Bolsonaro anunciar sua pré-candidatura, Renan deixou claro que também estará na disputa.
– Eu vou derrotar Flávio Bolsonaro, eu vou derrotar Lula e depois, na presidência, derrotarei o crime organizado e o centrão – declarou.
Aldo Rebelo (Democracia Cristã)
O ex-ministro Aldo Rebelo lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026 pelo partido Democracia Cristã (DC) no dia 31 de janeiro deste ano. Em uma cerimônia que ocorreu em São Paulo, ele defendeu o equilíbrio entre os poderes e fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
– O Supremo não pode ser um poder acima dos demais. (…) O protagonismo político saiu do Congresso, saiu das ruas e foi para o salão onde o Supremo Tribunal despacha, passando a ter 11 constituições andando pelo país. Cada ministro é uma constituição, ele decide e interpreta – disse.
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