
O turismo do Rio Grande do Norte vem registrando crescimento consistente em receita, atividade e permanência dos visitantes, impulsionado por uma combinação de fatores que envolve expansão da conectividade aérea, diversificação da oferta turística, interiorização dos roteiros e atuação integrada entre Estado, municípios e iniciativa privada.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a receita nominal das atividades turísticas no Rio Grande do Norte avançou 13,2% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, em relação aos 12 meses anteriores. O resultado ficou acima da média nacional – que foi de 10,6%.
Quando observada a atividade em volume — indicador que mede a quantidade de serviços turísticos prestados —, o crescimento também ficou acima da média nacional. Entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o crescimento foi de 5,5% no Brasil e de 5,8% no Rio Grande do Norte.
A diferença entre os índices de receita e de volume indica que o aumento financeiro do setor foi superior à expansão da quantidade de serviços ofertados, o que sugere mudança no perfil do turista e maior gasto médio.
A secretária estadual de Turismo, Marina Marinho, afirma que os dados precisam ser “celebrados” e “comemorados”. Segundo ela, o resultado é fruto de um trabalho articulado que envolve a Secretaria de Turismo do RN (Setur), a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), os municípios, o trade turístico e entidades como a Fecomércio RN.
Segundo ela, o crescimento do turismo potiguar não se limita ao aumento do fluxo de visitantes, mas reflete uma mudança no comportamento do público que escolhe o Rio Grande do Norte como destino. “O faturamento do turismo avançou, indicando não só o maior fluxo de visitantes aqui no nosso estado, mas mostrando também nesse recorte a mudança do perfil do turista que vem para o RN, que hoje é um turista que fica aqui mais dias, que tem um ticket médio mais alto”, afirmou.
Esse dado ajuda a explicar por que o avanço da receita supera o crescimento do volume de serviços. Na prática, o RN passou a receber um turista que consome mais, permanece por mais tempo e busca experiências além do tradicional sol e mar. Marina Marinho lembrou que o Estado é historicamente vocacionado para o turismo de praia, mas que o atual momento reflete uma ampliação dessa lógica. “O RN já é vocacionado pelo turismo, pelas suas belezas naturais, o sol e o mar. Mas hoje também esse crescimento vem trazendo esse dado que é muito importante: ter um turista que fica mais dias, que consome mais”, pontuou.
Dinamização da oferta de atividades turísticas
A secretária destacou o crescimento do turismo internacional, apontando que o Estado avançou acima da média nacional nesse segmento. Embora tenha reforçado a importância do turismo doméstico, ela ressaltou a estratégia de ampliação dos mercados externos. “A gente vem buscando cada vez mais ampliar esses mercados no âmbito internacional, para que a gente tenha um turista que vem para cá, que fica mais dias, que consome mais, e que deixe mais riqueza no nosso estado”, disse.
Entre os fatores que contribuem para esse movimento, Marina Marinho citou o aumento da presença do Rio Grande do Norte em feiras, eventos nacionais e internacionais, além da exposição do Estado na mídia. Ela mencionou a participação em programas de televisão de grande alcance como uma forma de despertar o interesse por novos produtos turísticos. Segundo a secretária, essa estratégia tem sido fundamental para mostrar que o RN oferece mais do que praias. “A gente tem outras potencialidades, como o turismo religioso, o turismo gastronômico, a nossa cultura e a identidade do povo potiguar, o ecoturismo, o turismo de aventura”, afirmou.
A interiorização do turismo apareceu como um dos eixos centrais da política adotada pela Setur. Marina Marinho destacou que, desde o início da gestão, a ampliação do fluxo para o interior foi tratada como prioridade. “Desde que eu assumi a Setur, foi exatamente diversificar o perfil do turista que vem para o Rio Grande do Norte. E não tem como a gente fazer isso sem a gente falar da interiorização do turismo”, disse.
Nesse contexto, ela mencionou a importância da infraestrutura viária e da segurança pública como condições essenciais para o avanço do turismo fora do litoral. “Não há interiorização se a gente não tem acesso”, afirmou, ao citar as ações de recuperação e reestruturação de estradas estaduais. A secretária acrescentou que a segurança também é um fator decisivo na escolha de destinos turísticos. “Não existe bandeira mais favorável para divulgar um destino do que dizer que é um lugar seguro. Mais do que ser segura, as pessoas precisam se sentir seguras”, declarou.
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