
O Edifício Dom Luiggi, construído na década de 80 e localizado na Praia do Meio em Natal, vizinho ao antigo Hotel Reis Magos, hoje demolido, já foi um ícone da arquitetura moderna na região Leste da cidade. No entanto, hoje o imóvel sofre a degradação de sua estrutura física, apresentado rachaduras, queda de blocos de concreto da fachada, o que vem causado temor aos moradores que temem a ocorrência de um desastre anunciado, tendo em vista os sinais que sugerem um suposto comprometimento estrutural.
Os moradores pedem socorro, diante do fato de que o Conselho Regional de Engenharia (CREA/RN) parece não constatar a gravidade do problema, embora fiscais da instituição já tenham visitado o imóvel. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, que costumam fazer inspeções rigorosas em condomínio, já visitou o decadente edifício para investigar as condições de segurança do imóvel.
“O prédio está caindo aos pedaços, os moradores através de uma Comissão vêm realizando diversas denúncias afim de buscar respostas. No CREA/RN já foram feitas diversas denúncias e a resposta é sempre denúncia “Improcedente”. Os fiscais vem, dão uma volta, não escutam os moradores e depois de uma conversa com a Síndica, saem como se não tivesse nenhum problema estrutural no prédio. Na Defesa Civil já ocorreram denúncias, visitas foram realizadas, porém nada foi feito, além da exigência de contratação de engenheiro perito para avaliação de uma parte do problema. No Corpo de Bombeiros denúncias também ocorreram, foram realizadas visitas de profissionais da instituição e dessa vez constatados diversos erros no aspecto “segurança”. A resolução dos problemas foi cobrada à administração do condomínio”, relata um morador.
Uma questão grave apontada por moradores refere-se a estrutura interna, externa e estrutural do prédio que estaria literalmente caindo aos pedaços, como a marquise que caiu há duas semanas atrás no “bloco C” e na manhã desta quarta-feira, dia 19. “Hoje (19/02/2025), no bloco B, a fachada está descolando juntamente com guarda-corpo de varandas, paredes rachadas, ferragens expostas em colunas, vigas e principalmente em pilares que são responsáveis pela estrutura e sustentação do prédio. Os trabalhos de recuperação de tal estrutura são feitos com material de baixa qualidade, sem o acompanhamento de engenheiro responsável, sem registro em órgão competente, com mão de obra sem qualificação e sem acompanhamento de entidades fiscalizadoras, como o CREA/RN, além de não haver o recolhimento de impostos”, denuncia o morador que pede para não ser identificado temendo represarias da síndica.
BRIGAS E AÇÕES JUDICIAIS
Como se não bastasse os problemas estruturais do prédio, não são raras os conflitos entre moradores e a administração do edifício. “A atual administração que perdura por mais de nove anos à frente da sindicância do edifício, foi afastada por ordem judicial, mas conseguiu voltar através de uma liminar de concedida por um juiz de plantão na época. A administração vem resistindo aos vários problemas, entre processos judiciais, brigas, intrigas e suspeitas de desvio de má utilização de recursos”, explica o morador.
Além das eternas desavenças entre a administração e moradores que buscam a real transparência na contabilidade do condomínio, o grande problema, segundo moradores, é o perigo de graves acidentes devido a decadência do edifício. “O prédio está caindo aos pedaços, os moradores através de uma comissão vem realizando diversas denúncias afim de buscar respostas”, explica.
O Prédio pede socorro.
As imagens da degradação do imóvel retratam a situação caótica.
Veja abaixo:






