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‘Senti como se tivesse morrido’, diz William Bonner sobre repercussão de sua saída do Jornal Nacional

FOTO: REPRODUÇÃO

Depois de quase três décadas à frente do Jornal Nacional, William Bonner viveu uma experiência inesperada ao deixar a bancada do telejornal mais assistido do país. Aos 62 anos, o jornalista contou que ficou surpreso, e até um pouco assustado, com a onda de homenagens e demonstrações de carinho que recebeu após o anúncio de sua saída.

“Eu me senti como se tivesse morrido”, disse Bonner, em tom bem-humorado, ao relembrar a repercussão do comunicado oficial. Segundo ele, a reação da imprensa e do público foi marcada por um respeito que nem sempre esteve presente ao longo de sua trajetória. “Quando alguém famoso morre, os perfis costumam ser mais generosos. Foi exatamente essa sensação”, comparou.

O jornalista contou que chegou a brincar com a família sobre o assunto. “Falei para minha mulher: ‘Gente, é como se eu tivesse morrido’. Pessoas que antes eram muito críticas passaram a ser extremamente gentis. Agradeço de verdade, porque vi ali um respeito que, em muitos anos, não se manifestava”, afirmou.

Bonner também percebeu uma mudança curiosa na forma como passou a ser abordado nas ruas. Se antes enfrentava críticas e abordagens mais duras, agora o clima é outro. “Voltei a uma fase anterior a 2013. As pessoas querem foto, abraço. Não pedem mais autógrafo, mas demonstram muito afeto”, contou.

Ele deixou oficialmente o Jornal Nacional no dia 31 de outubro, após 29 anos no comando do telejornal, sendo substituído por César Tralli ao lado de Renata Vasconcellos. Desde então, Bonner diz perceber um verdadeiro “ritual” nos encontros com fãs, especialmente em aeroportos. Primeiro, vem o lamento pela saída; depois, o apoio à decisão; e, em seguida, os elogios ao sucessor.

Correio 24h

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