
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou nesta quarta-feira (7) que protocolou uma representação para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a iniciativa do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, de confrontar a decisão do Banco Central de liquidar o Banco Master.
O senador sergipano considera a conduta do ministro do TCU como “absolutamente inconstitucional”, por arriscar a credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro nacional. Porque o ministro tem ignorado as evidências de crimes em fraude de R$ 12,2 bilhões, na instituição financeira investigada pela Polícia Federal, e questiona a decisão técnica do BC motivada por fraudes massivas que chegaram a levar à prisão Daniel Vorcaro, dono do banco.
“Protocolei representação ao PGR pedindo a apuração da conduta do ministro do TCU Jhonatan de Jesus no caso Master, por se tratar de atuação absolutamente inconstitucional do referido ministro, colocando em risco a credibilidade do Banco Central e do sistema financeiro nacional”, comunicou o senador Alessandro Vieira, na rede social X.
Legitimidade exclusiva é do BC
O Master foi liquidado em decisão unânime do Banco Central, em novembro do ano passado. Medida que resultou na Operação Compliance Zero, após o BC e a Polícia Federal evidenciarem que o Master não avaliou a solidez dos ativos, ao comprar falsas carteiras de crédito da empresa Tirreno. Manobra para superar a ausência de liquidez para honrar vencimentos de Certificados de Depósito Bancário (CDBs).
O ministro do TCU tem apontado “indícios de cronologia atípica”, porque a liquidação foi anunciada no mesmo dia em que a PF prendeu Vorcaro.
Porém, em seu posicionamento, o senador Alessandro Vieira sugere que o ministro do TCU afronta a legitimidade exclusiva do Banco Central de atuar com independência constitucional para regular os bancos no Brasil.
Diário do Poder

