
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) foi o único deputado do Rio Grande do Norte a votar contra a Medida Provisória 1.313/2025, que institui o programa Gás do Povo, nova política federal voltada a ampliar o acesso ao gás de cozinha para famílias de baixa renda.
O texto foi aprovado na noite desta segunda-feira 2, na reabertura dos trabalhos legislativos da Câmara dos Deputados em 2026. Ao todo, foram 415 votos favoráveis e 29 contrários, com orientação contrária apenas da bancada do Novo, com liberação das lideranças do PL, Maioria e Minoria.
Dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte, Gonçalves foi o único a votar contra. Outros seis deputados votaram a favor: Benes Leocádio (União), Carla Dickson (União), Fernando Mineiro (PT), General Girão (PL), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP). A deputada Natália Bonavides (PT) estava ausente na votação.
Entenda o programa
O programa foi desenhado para substituir o Auxílio Gás, aumentando o alcance do benefício. A estimativa do governo é atender cerca de 50 milhões de pessoas, o equivalente a aproximadamente 15,5 milhões de residências, triplicando o público atendido anteriormente.
Em vez do repasse em dinheiro, como ocorria no modelo anterior, o Gás do Povo permitirá que as famílias retirem gratuitamente o botijão de GLP diretamente em revendedores credenciados.
No formato de retirada direta, a quantidade de botijões por ano varia conforme o tamanho da família. Lares com dois integrantes poderão receber até três botijões anuais, com três integrantes até quatro, e com quatro ou mais integrantes até seis. O benefício não se acumula entre períodos e cada liberação terá validade máxima de seis meses.
Durante a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a medida ao afirmar que o programa reduz o impacto do custo do gás no orçamento doméstico e amplia o acesso a um item essencial. “O Gás do Povo promove dignidade, desaperta o orçamento das famílias, garante segurança e inclusão energética”, disse.
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