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RN proíbe nomeação de condenados por feminicídio em cargos comissionados

FOTO: SANDRO MENEZES

O governo do Rio Grande do Norte proibiu a nomeação de pessoas condenadas por feminicídio para cargos em comissão e funções de confiança na administração pública estadual. A medida foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado desta quinta-feira 12 e já está em vigor.

A norma recebeu o nome de Lei Márcia Anália, em referência a uma jovem de 23 anos morta em Parnamirim em 2024. A regra vale para toda a estrutura do Poder Executivo estadual, incluindo administração direta, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista.

De acordo com o texto, a vedação se aplica a pessoas condenadas por feminicídio em decisão judicial transitada em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso. O crime de feminicídio está previsto no Código Penal brasileiro e se refere ao homicídio cometido contra a mulher em razão de sua condição de gênero.

Para cumprir a medida, o governo do Estado passou a exigir, no momento da posse, a apresentação de certidões de antecedentes criminais expedidas pela Justiça Estadual e pela Justiça Federal por parte das pessoas indicadas para os cargos.

Segundo a lei, a proibição permanece válida enquanto a pena não for totalmente cumprida e até que ocorra a reabilitação penal do condenado.

Caso Márcia Anália

Márcia Anália, que dá nome à lei, foi vítima de feminicídio em abril de 2024, no município de Parnamirim. O caso teve repercussão no estado e mobilizou familiares e movimentos de combate à violência contra a mulher.

A jovem foi encontrada morta com golpes de faca em uma quarta-feira, 24 de abril, dentro de casa no bairro Santa Tereza. Ela estava desaparecida desde o fim de semana anterior.

Como ela não respondeu contatos por telefone e na frente da casa, familiares entraram na residência pelo telhado. No local, encontraram a mulher sem vida, de bruços e com o corpo com marcas de golpes de faca.

Márcia Anália morava na Rua Heitor de Góis com o marido, que desapareceu após o crime. Os dois tinham uma relação de 10 anos. A vítima trabalhava como vendedora em um shopping na Zona Leste de Natal.

Agora RN

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