As eleições 2018 deverão promover uma ampla renovação nas bancadas estadual e federal do Rio Grande do Norte. A constatação é do publicitário e marqueteiro Tertuliano Pinheiro, diretor da agência KKI-TP Propaganda. Com mais de trinta anos de atuação no mercado local e com trabalhos marcantes em várias campanhas políticas no Rio Grande do Norte e fora do estado, o publicitário, durante entrevistas concedidas a diversas emissoras de rádio essa semana, destacou que a descrença do eleitorado com classe política promoverá significativas alterações, principalmente na Assembleia Legislativa. “O eleitor está tendo outra visão da classe política, pelo desgaste e decepção que ela provocou”, destaca o publicitário que já coordenou o marketing de 20 campanhas políticas, 16 delas vitoriosas.
Durante as entrevistas, consideradas uma aula sobre o mercado de publicidade e propaganda potiguar, Tertuliano Pinheiro observou ainda que a crise política está interferindo diretamente na economia do país, obrigando as empresas a se reinventarem para sobreviver, inclusive no próprio mercado de propaganda.
Ele destacou que a fusão de empresas do setor representa hoje uma tendência do mercado, a exemplo do que ocorreu no mês de julho com as agências TP Propaganda e KKI Indústria Criativa, que se uniram para formar a KKI-TP Comunicação. “Com a fusão passamos a ser a terceira maior agência de propaganda do Estado, com uma carteira de clientes composta essencialmente pela iniciativa privada”, disse, enfatizando que fusão de agências já é realidade a cerca de quatro anos em são Paulo.
Considerando os anos 80 e 90 como a fase de ouro das agências de propaganda, Tertuliano lembra que, nesta época, a TP conquistou prêmios nacionais e regionais. Segundo ele, os grandes anunciantes locais do passado foram substituídos por empresas de outros estados, que anunciam no mercado local através de agencias de fora. “Este fato torna muito difícil às agências locais sobreviverem sem contas públicas de estado ou prefeitura. Hoje restam pouco grandes anunciantes locais, que por sinal cortam suas verbas, enquanto deviam amplia-las em momentos de crise”, enfatiza.
O publicitário também disse que as empresas, de uma forma geral, estão cometendo um erro estratégico, ao acharem que as redes sociais promovem sozinhas a massificação de serviços e produtos. “Redes sociais são mídias complementares, como o outdoor, o busdoor, entre outras. Os grandes veículos, como a televisão e o rádio, continuam sendo essenciais para promover o consumo”, explica.
