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Professor da UFRN que viralizou por defender Deus vira alvo de abaixo-assinado de grupos de esquerda

FOTO: REPRODUÇÃO

O professor titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Tassos Lycurgo, tornou-se alvo de um abaixo-assinado que pede sua expulsão da universidade após declarações feitas durante a participação em um podcast. O docente ganhou projeção nacional ao defender a existência de Deus e criticar pautas associadas ao ativismo identitário, o que gerou forte reação de grupos políticos dentro e fora da instituição.

Durante a entrevista, Lycurgo afirmou que não existe racismo estrutural no Brasil. Segundo ele, associar dificuldades sociais exclusivamente à cor da pele representa um “desserviço”, sobretudo à população negra. O professor argumentou que a pobreza atinge pessoas de todas as etnias e citou o sertão nordestino como exemplo, destacando a presença de pessoas brancas e loiras vivendo em situação de extrema miséria.

O docente também contestou o uso da escravidão como fundamento para reivindicações de movimentos antirracistas contemporâneos. De acordo com Lycurgo, a escravidão não é um fenômeno ligado a uma etnia específica, tendo ocorrido historicamente entre diferentes povos e civilizações. Para ele, negros que aderem ao discurso do racismo estrutural acabam se tornando “vítimas de uma ideologia”, permanecendo presos em uma “nova senzala ideológica”.

As declarações provocaram reação imediata. Militantes ligados a grupos de esquerda dentro da UFRN passaram a se mobilizar, somando-se a articulações políticas de alcance nacional. Segundo o professor, notas e manifestações estão sendo divulgadas de forma coordenada em grupos de WhatsApp da universidade e nas redes sociais, com o objetivo de pressionar a instituição a tomar medidas contra ele.

Em manifestação pública, Lycurgo afirmou que a iniciativa não se trata de movimento estudantil, mas de um “projeto de poder”. Para ele, os grupos envolvidos não buscam diálogo, mas intervenção política, tratando a universidade como uma trincheira ideológica e não como um espaço plural de produção do conhecimento.

“O problema não é discordar, mas não tolerar a divergência”, declarou. O professor sustenta que uma universidade saudável deve promover o debate de ideias, proteger a diversidade de pensamento e evitar a fabricação de unanimidades por meio do cancelamento.

Portal 96 FM

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