
DESCONTENTAMENTO COM A GESTÃO DE JOSÉ MAURÍCIO ENVOLVE TAMBÉM OS SERVIDORES MÉDICOS DO ÓRGÃO
Alvo de denúncias de perseguições, assédio moral e abuso de autoridade junto aos servidores do órgão, o diretor-geral do IPERN, José Marlúcio, pode estar com os seus dias contados como auxiliar do governo Robinson Faria. Segundo uma fonte confidenciou ao BLOG DO FM, a gravidade da situação no órgão já chegou ao conhecimento da secretária-chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, que teria se mostrado “perplexa” com o teor das acusações contra o dirigente do Instituto de Previdência do Estado.
O descontentamento com a gestão de José Marlúcio envolve também os servidores médicos do órgão, que contestam a sua decisão de colocar uma assistente social para coordenar a Junta Médica do Estado.
Para uma fonte ligada ao governo do Estado, o fato de o dirigente do IPERN ser pai do promotor de Justiça, Giovanni Rosado, vem fazendo com que o próprio governo o mantenha no cargo, embora, segundo a mesma fonte, o governador Robinson Faria aceitaria sem pestanejar um eventual pedido de exoneração que lhe fosse apresentado.
No âmbito da Assembleia Legislativa, a conduta do diretor-geral do IPERN também já chegou ao conhecimento de alguns deputados ligados ao governo, que prometem atuar no sentido de convencer ao governador sobre a necessidade de substituição imediata do gestor.
Consta ainda que profissionais que foram vítimas do assédio moral entrarão com uma representação de queixa-crime contra o presidente do IPERN. A OAB Mulher, departamento da Ordem dos Advogados do Brasil, também já recebeu as denúncias e deve se pronunciar em breve.
Recentemente, a atuação de José Marlúcio ganhou repercussão negativa nas redes sociais. “Entendemos que esse tipo de prática não tem mais nenhum espaço no mundo atual”, dizia um trecho de nota publicada por servidores, ao convocar colegas para participar de um protesto que teria sido realizado no último dia 27 de março.
