
Os preços de venda de imóveis residenciais subiram 9,26% em Natal em 2025, superando a média nacional e a inflação ao consumidor, de acordo com o Índice FipeZap de Venda Residencial, divulgado nesta terça-feira 6 pela Fipe e Grupo OLX.
De acordo com o indicador, o preço médio do metro quadrado em Natal encerrou o ano passado em R$ 6.146,00 – terceiro menor valor entre as capitais do Nordeste, à frente apenas de Aracaju/SE e Teresina/PI. Considerando este valor, um imóvel de 50 metros quadrados custa, em média, R$ 307 mil em Natal.
Na região Nordeste, entre as capitais, o metro quadrado mais caro fica em Maceió/AL, onde o custo é de R$ 9.836,00. A vizinha João Pessoa/PB tem R$ 7.970 por metro quadrado.
A média nacional para o período foi de alta de 6,52% (para um valor médio de R$ 9.611,00). Em termos de comparação, a inflação medida pelo IPCA, referência do Banco Central, acumulou 4,18% em 2025, considerando a prévia de dezembro (IPCA-15). Com isso, para o investidor imobiliário, a valorização garantiu ganho real.
O FipeZap acompanha os valores em 56 cidades brasileiras. Entre as capitais, Salvador/BA liderou o ranking de 2025, com alta de 16,25%, seguida por João Pessoa/PB (15,15%) e Vitória/ES (15,13%). Também se destacaram São Luís/MA (13,91%), Fortaleza/CE (12,61%) e Belo Horizonte/MG (12,03%). Na outra ponta, Aracaju/SE (2,23%) e Goiânia/GO (2,55%) apresentaram as menores variações entre as capitais.
Em relação aos valores, os mais elevados foram registrados em cidades de Santa Catarina: Balneário Camboriú (R$ 14.906/m²) e Itapema (R$ 14.843/m²). Entre as capitais, Vitória liderou o ranking de preços, com R$ 14.108 por metro quadrado, seguida por Florianópolis/SC (R$ 12.773/m²) e São Paulo/SP (R$ 11.900/m²). O menor valor está em Aracaju/SE (R$ 5.282).
O levantamento também trouxe um ranking dos preços dos aluguéis. Em Natal, a variação em 2025 foi de 7,71%, com preço médio de R$ 39,60 por metro quadrado. A taxa de retorno ficou em 7,48% ao ano. É o 4º aluguel mais barato entre as capitais do Nordeste, atrás apenas de Aracaju, Teresina e Fortaleza.
Causas da alta
Paula Reis, economista do Grupo OLX, explicou em entrevista ao portal G1 que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados.
“O efeito da alta dos juros [atualmente em 15% ao ano] foi parcialmente compensado pelo aumento da renda em geral. O financiamento imobiliário ficou mais caro, mas continuou cabendo no orçamento de parte das famílias”, diz.
A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Essa é a menor taxa de desocupação da série histórica, iniciada em 2012.
Já o Produto Interno Bruto (PIB) — que terá o resultado oficial de 2025 divulgado em março — superou as projeções do mercado. No início do ano, a previsão era de uma alta na casa dos 2,04%. Agora, espera-se um crescimento em torno de 2,3%.
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