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Case da influencer virtual Lia coloca Unimed Natal em destaque nacional

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A inovação em Inteligência Artificial desenvolvida pela equipe de Comunicação e Marketing da Unimed Natal foi destaque na 21ª Convenção de Mercado da Unimed Brasil, que está sendo realizada em Caeté/MG, entre os dias 26 e 28 de fevereiro. Durante a programação desta quinta-feira (26), a cooperativa apresentou o case da influencer virtual Lia na mesa-redonda “IA na prática aplicada a negócios”.

A “Jornada da Lia” foi detalhada pelo analista de marketing Iran Araújo, que integrou o debate mostrando a evolução da personagem — das primeiras versões ao modelo atual — e os resultados alcançados com o uso da IA na produção de conteúdo e no fortalecimento da comunicação com beneficiários e cooperados.

Para a vice-presidente da cooperativa, Carla Karini, o projeto representa um avanço estratégico. “A Lia representa mais do que a adoção de uma nova tecnologia — ela simboliza a forma como estamos utilizando a inteligência artificial para ampliar nossa capacidade de comunicação, tornar nossos processos mais ágeis e fortalecer o relacionamento com beneficiários e cooperados. É a união entre o humano e o digital, que nos permite oferecer uma experiência em saúde cada vez mais eficiente, personalizada e conectada com as necessidades das pessoas.”

A coordenadora de Comunicação da Unimed Natal, Juliana Manzano, destaca que a influencer virtual passou a integrar de forma transversal as estratégias da cooperativa. “Hoje, utilizamos a Lia em diferentes frentes de comunicação, dialogando com públicos diversos e apoiando vários setores da Unimed Natal. Ela está presente em conteúdos informativos para beneficiários, materiais educativos para cooperados, campanhas institucionais e ações internas. A Lia deixou de ser apenas um projeto de inovação e se tornou uma ferramenta estratégica de comunicação.”

A equipe de Mercado da Unimed Natal também participa da convenção. Nesta sexta-feira (27), o gerente de Relacionamento e Experiência com o Cliente, Romero Floriano, apresentará o case “Estratégia Multicanal para Comercialização de Serviços Opcional com Geração de Receita Recorrente”, finalista entre mais de 40 singulares inscritas e concorrente ao prêmio “Experiências de Sucesso Comercial”.

Lulinha se diz vítima de “vilania” em investigação do INSS

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Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), afirmou a amigos, advogados e parlamentares que se considera vítima de uma nova “vilania”, segundo apuração do SBT News. Além disso, ele garante que se mantém tranquilo diante das investigações sobre suposto envolvimento em fraude no INSS.

Quebra de sigilo e suspeitas

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. Além disso, a CPMI do INSS aprovou a medida. Os investigadores suspeitam que Lulinha atuou como “sócio oculto” do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Este último liderava os descontos ilegais de aposentadorias e pensões.

Mensagens interceptadas mostram que um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, tinha como destinatário “o filho do rapaz”, referência ao filho do presidente. Dessa forma, os investigadores tentam relacionar Lulinha ao esquema.

Histórico de investigações

Lulinha já enfrentou inquéritos da Lava Jato para apurar repasses acima de R$ 100 milhões do grupo Oi à sua empresa, a Gamecorp, especializada em produção digital e audiovisual. Entretanto, o caso foi transferido da Vara de Curitiba para a Justiça de São Paulo e arquivado em 2022, por falta de provas e suspeição do ex-juiz Sergio Moro.

Controvérsias políticas

A votação na CPMI do INSS gerou bate-boca e tumulto entre parlamentares. Além disso, a base governista acusou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de fraudar o quórum para aprovar a quebra de sigilo. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou ao SBT News que vai pedir a anulação da votação e recorrer ao Conselho de Ética.

Investigações em andamento

Os dados obtidos com as quebras de sigilo estão sob análise da Polícia Federal. A PF aponta que a organização investigada promovia descontos ilegais em pagamentos de aposentados e pensionistas para enriquecimento ilícito. Entretanto, Lulinha mantém que as medidas têm motivação política.

Reação de Lulinha

Ele afirma que as investigações tentam envolver o nome do governo e do pai em um clima político desfavorável. Hoje, Lulinha segue confiante e diz que não se deixará abalar pelos procedimentos. Assim, ele permanece firme enquanto os fatos seguem sendo apurados.

Ponta Negra News

STM dá posse a novos ministros que vão julgar Bolsonaro

FOTO: STM

O Superior Tribunal Militar realizou nesta quinta-feira (26) a solenidade de posse dos generais Flavio Marcus Lância Barbosa e Anísio David de Oliveira Júnior. Eles passam a integrar oficialmente a Corte e participarão do julgamento que pode analisar a perda de patente do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os dois já haviam tomado posse em dezembro de 2025, em cerimônias internas. Agora, foram apresentados no plenário do Tribunal. O STM é responsável por julgar, em última instância, crimes militares.

Os generais foram indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as vagas abertas com a aposentadoria de Marco Antônio de Farias e Odilson Sampaio Benzi, em 2025. As indicações passaram pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e foram aprovadas pelo plenário da Casa.

Cada ministro receberá R$ 41.808,09 por mês, conforme o padrão da magistratura superior. Eles ocupam duas das quatro cadeiras destinadas ao Exército dentro do Tribunal.

A cerimônia contou com a presença do ministro da Defesa, José Múcio, do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Amaro, e do comandante do Exército, general Tomás Paiva, que recomendou os nomes.

Pleno News

STF adia para o fim de março análise sobre suspensão de penduricalhos

FOTO: GUSTAVO MORENO

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para o dia 25 de março o início da votação sobre a manutenção das liminares que interromperam o pagamento de benefícios conhecidos como “penduricalhos” nos âmbitos Executivo, Legislativo e Judiciário.

O foco da controvérsia são as vantagens financeiras destinadas a servidores que, ao serem computadas com os vencimentos básicos, extrapolam o limite remuneratório constitucional estabelecido em R$ 46,3 mil.

Mesmo com a postergação do julgamento, as determinações proferidas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes permanecem plenamente eficazes, mantendo a sustação dos repasses. Durante a sessão realizada nesta quinta-feira (26), os magistrados optaram por adiar o veredito final sob a justificativa de que a matéria exige uma análise mais profunda devido à sua alta complexidade.

O histórico do caso remonta ao dia 5 de fevereiro, quando o ministro Flávio Dino ordenou o fim de gratificações que carecem de respaldo legal. Tal medida alcança as esferas federal, estadual e municipal, impondo aos órgãos públicos um intervalo de 60 dias para que revisem e interrompam o fluxo de verbas indenizatórias que desrespeitem o teto da administração pública. Na sequência, na última terça-feira (24), o ministro Gilmar Mendes estendeu a suspensão de pagamentos especificamente para integrantes do Ministério Público e da magistratura.

Paralelamente ao rito jurídico, representantes do STF e lideranças do Congresso Nacional iniciaram conversas para estabelecer parâmetros normativos sobre o tema. O objetivo é estruturar um acordo que defina regras de transição para as remunerações que excedem o limite constitucional, atendendo a uma das exigências estipuladas na decisão de Dino.

Diário do Poder

Psol no RN fará reunião para decidir se terá candidato próprio ou apoiará Cadu

FOTO: JOSÉ ALDENIR

O diretório do Psol no Rio Grande do Norte agendou uma reunião para o dia 6 de março para decidir qual será o posicionamento da legenda na disputa eleitoral deste ano. O partido avalia dois caminhos distintos: ter candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado ou declarar apoio à chapa formada por Cadu Xavier (PT) para o Governo e Fátima Bezerra (PT) para o Senado.

Em julho de 2025, o Psol potiguar aprovou uma resolução, por unanimidade, definindo que teria candidaturas próprias ao Governo e ao Senado. O documento foi ratificado em dezembro. Mas, segundo o presidente estadual do partido, Sandro Pimentel, é preciso reavaliar o cenário. “A política é muito dinâmica. Hoje pode ter uma decisão e amanhã, outra. A política precisa ser analisada com bastante critério e responsabilidade. O Psol tem tido muita responsabilidade, e não será diferente agora”, afirmou Sandro, em entrevista ao AGORA RN.

O dirigente reforça que as circunstâncias políticas e eleitorais sofreram mudanças desde a última reunião deliberativa do diretório do Psol. “Da última resolução para cá, alguns meses se passaram, a conjuntura mudou. A gente continua com a mesma decisão ou a gente mantém? Se vai mudar, por que será? Vamos decidir e anunciar isso”, destaca.

O diretório do Psol tem 17 membros. Sandro Pimentel explica que, depois de o partido tomar sua decisão internamente, uma outra reunião será realizada com a Rede Sustentabilidade. As duas legendas mantêm uma federação e precisam estar juntas no mesmo projeto eleitoral em 2026.

O presidente do Psol afirma que, nacionalmente, o Psol já fechou entendimento de que vai apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que facilita as negociações com o PT no RN. “Quando se tem uma aliança nacional, abre-se um leque de aproximação muito maior”, enfatiza Sandro.

Reunião com o PT

Na última segunda-feira 23, a governadora Fátima Bezerra e o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, se reuniram com um grupo de representantes partidos de esquerda para discutir a tática eleitoral do grupo para as eleições de 2026. O Psol foi convidado para o encontro, mas não enviou representantes. À imprensa, o PT havia dito que o Psol faz parte do grupo e que Sandro Pimentel não foi à reunião porque estava em viagem. A informação surpreendeu membros do Psol que reafirmam a validade da resolução sobre candidatura própria.

De acordo com Sandro Pimentel, a participação do Psol na reunião não significa uma adesão imediata às candidaturas de Cadu e Fátima. “Não tenho problema de participar de reunião com um bloco de esquerda. Participar não significa assumir compromissos”, afirmou o presidente do Psol.

Ao todo, participaram do encontro representantes dos seguintes partidos: PT, PV, PCdoB, PSB, PDT, Cidadania e Rede — que tem a federação com o Psol. Durante o encontro, a governadora pediu aos partidos aliados que indiquem membros para uma comissão que será responsável por montar o plano de governo do candidato do PT.

Ala do partido critica governo Fátima e defende candidaturas próprias
Uma ala do Psol defende a manutenção da resolução que está em vigor. Eles criticam a gestão da governadora Fátima Bezerra e sustentam que o Psol deve ter candidaturas próprias ao Governo e ao Senado em vez de apoiar Cadu e Fátima. Esse grupo tem, entre outros integrantes, o ex-vereador de Natal Robério Paulino.

“A nossa defesa é da completa manutenção da resolução em vigor. Na maior parte dos estados, a decisão é lançar candidato a governador. Não tem por que ser diferente aqui no RN. E é o que está acontecendo em vários estados: o Psol apoia o Lula, mas vai lançar candidato ao governo”, afirma Robério, citando o caso da Bahia, onde o Psol anunciou a candidatura ao governo de Ronaldo Mansur, militante do MTST.

Em entrevista ao AGORA RN nesta quinta-feira 26, uma comitiva de filiados defendeu a defesa da manutenção da resolução. O grupo é formado pelos psolistas Robério Paulino, Santino Arruda, Rodrigo Tomazini, José Wilson e Cícero Che. Todos reiteraram a defesa de que o partido tenha candidaturas próprias.

Eles reforçam também que têm críticas à gestão de Fátima Bezerra, especialmente em áreas como a educação. “Nós não pretendemos fazer disso o centro da campanha. Nosso objetivo é enfrentar a direita. Mas temos restrições críticas ao governo Fátima e defendemos um programa independente”, destaca Robério.

O grupo critica, ainda, o atraso da direção estadual em avançar com a discussão dos nomes para a disputa eleitoral. Eles preparam um documento para pedir que as tratativas sejam aceleradas para que o Psol tenha um nome competitivo na disputa. “Nós estamos atrasados. Éramos para estar discutindo nomes, programas”, afirma Rodrigo Tomazini.

Agora RN

Ex-vereador morre em acidente no interior do RN

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O ex-vereador de Jardim de Piranhas-RN, Toninho Monteiro morreu na noite desta quinta-feira, 26, na RN-288 entre Caicó e São Fernando no interior do RN.

Ele seguia pela rodovia e no mesmo instante chovia. A morte mobilizou as redes sociais na cidade.

O Corpo de Bombeiros de Caicó foi acionado, além da PRF e Itep. As causas do acidente estão sendo apuradas pelos órgãos competentes.

Blog João Marcolino

Projeto que garante uso do nome social para pessoas trans em cemitérios é aprovado em Natal

FOTO: FRANCISCO DE ASSIS

Pessoas trans e travestis passam a ter o direito de utilizarem seus nomes sociais nas lápides e jazigos dos cemitérios da capital potiguar. A medida foi aprovada nesta quinta-feira (26), durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Natal, a partir do projeto de lei (PL) 251/2025, proposto pela vereadora Thabatta Pimenta (PSOL).

Após a sanção pelo poder executivo, toda a documentação relativa ao óbito das pessoas trans e travestis poderão ser expedidas com seu devido nome social. Além disso, o projeto de lei garante o direito a essas pessoas serem sepultadas com as roupas, as quais representaram sua trajetória de vida, garantindo a sua dignidade e o respeito à sua história.

“É mais um projeto histórico aprovado nesta casa, onde a gente coloca na centralidade a população trans e travesti, que é tão excluída na sociedade. Para a gente ter uma noção, nem na morte nós somos respeitadas, pois, por muitas vezes, o nome social, a identidade de gênero não está nas nossas lápides. Esse projeto não é somente pelo nome social, a gente luta pela retificação de nome gênero e para mais respeito e dignidade à população trans. Para mim é uma felicidade estar ecoando e vocalizando essas pessoas aqui no Parlamento”, explicou Thabatta Pimenta.

Também foi aprovado em segunda discussão o PL 818/2025, de autoria do vereador Subtenente Eliabe (PL), o qual reconhece o Instituto Pires como entidade de utilidade pública municipal.

“É uma instituição que trabalha as questões relacionadas ao armamento, ao ensino do tiro, e tem parcerias com as forças de segurança do nosso estado e, acima de tudo, levando informação. O Instituto Pires também presta serviços de assistência às pessoas carentes e às pessoas em vulnerabilidade. Então, é um instituto que tem relevância aqui na Cidade do Natal e a gente espera, com esta iniciativa, potencializar mais ainda a sua atuação”, declarou o autor do projeto.

O plenário da Câmara aprovou, ainda, em primeira discussão, o projeto de lei 178/2025, de autoria do vereador Chagas Catarino (UNIÃO), que estabelece orientações para a criação do Laboratório de Inovação Urbana, voltado para o fomento de startups em Natal.

A matéria traz como diretrizes o fornecimento de infraestrutura física para o funcionamento das empresas, instruções sobre a celebração de convênios com diferentes instituições e para a facilitação de linhas de crédito.

“Esse projeto de startup cria novas opções, novas agendas, novos empregos para os jovens. Cidades no Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Medellín, na Colômbia, têm esse projeto. Com o Laboratório de Inovação Urbana iremos produzir aplicativos, trazer inovação e, o mais importante, não perder os jovens que estão se preparando aqui e indo para outras cidades”, declarou o parlamentar.

Portal 98 FM

Allyson barra CEI sobre contratos da saúde: “Autoritário e perseguidor”

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A tentativa de instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar contratos da saúde em Mossoró foi barrada na Câmara Municipal, segundo explicou a vereadora Marleide Cunha (PT) ao Diário do RN. De acordo com ela, a manobra ocorreu após mudanças no regimento interno que passaram a exigir sete assinaturas para o protocolo da comissão, número que a oposição não conseguiu alcançar.

“Nós não conseguimos nem dar entrada na CEI. O regimento foi mudado e só é possível protocolar com sete assinaturas. Nós tivemos apenas cinco”, afirmou a parlamentar. Segundo Marleide, vereadores que compõem a bancada da oposição deixaram de assinar o pedido, inviabilizando a abertura da investigação. “Teve gente que diz que é da oposição, mas não assinou. Não entendo por quê”, acrescentou.

Votaram a favor Marleide Cunha (PT), Plúvia Oliveira (PT), Jailson Nogueira (PL), Cabo Deyvison (MDB) e Wiginis do Gás.

Diante do bloqueio à CEI, a vereadora apresentou um requerimento de informações solicitando cópias de contratos, licitações, dados sobre medicamentos e a relação completa de fornecedores da saúde. O pedido, no entanto, também foi rejeitado.

“Eles derrubaram o requerimento. Ou seja, você não consegue caminhar na Câmara. A gente tenta fazer o debate, mas nada é aprovado”, disse.

Para Marleide Cunha, o barramento sistemático das iniciativas tem um motivo claro: “Eles morrem de medo de Allyson Bezerra”. A vereadora afirma que há uma blindagem política ao prefeito Allyson Bezerra, impedindo qualquer apuração mais profunda sobre a área da saúde.

Marleide Cunha sobre “podridão” na saúde: “Sem surpresa”

A ideia da CEI surgiu após a Operação Mederi, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do prefeito Allyson Bezerra. A investigação apura suspeitas de irregularidades e desvio de recursos públicos da saúde em contratos firmados pela gestão municipal, com atuação conjunta da PF e da Controladoria-Geral da União.

A vereadora afirmou à reportagem que as investigações da Polícia Federal sobre contratos da Prefeitura de Mossoró não representam surpresa para a oposição. Ela disse que as apurações apenas trazem à tona problemas antigos na administração municipal, especialmente em contratos da área da saúde e de obras públicas.

“Para nós não é surpresa nenhuma todas essas denúncias, a investigação da Polícia Federal, o prefeito tendo a Polícia Federal na sua casa, os secretários sendo investigados, porque as pessoas percebem que Mossoró tem uma podridão que está vindo à tona através das investigações da Polícia Federal”, declarou a parlamentar.

Segundo Marleide, embora a operação tenha foco específico na saúde, os indícios alcançam outras áreas da administração.

“Mossoró tem indícios de corrupção, de irregularidades em vários contratos. Vamos lembrar, nesse caso da Polícia Federal, tem a ação conjunta da Controladoria Geral da União, porque é desvio de recursos públicos da saúde. Mas os contratos nas obras do município sempre têm aditivos, sempre. E os aditivos são feitos quando vão encerrar os contratos, já próximos de encerrar, e são aditivos milionários. E a gente não vê esses milhões nessas obras, a gente não vê em serviços em Mossoró”, disse, citando a prática recorrente de aditivos financeiros elevados perto do fim dos prazos contratuais.

“Há um descuido muito grande em Mossoró com relação ao dinheiro público, aos recursos públicos. Allyson Bezerra acha que pode fazer o que quer na administração pública, como se o dinheiro fosse dele, como se pudesse gerir como se fosse da casa dele”, declarou.
Marleide classifica o prefeito como “demagogo populista”. “Ele é um risco à democracia, um risco a o direito às instituições, de cada um a exercer sua representação. Ele é extremamente autoritário, controlador e perseguidor, mas não é todo mundo que tem medo dele. A gente não tem medo dele. Ele não se dá por satisfeito nos contratos, nas obras que ele tem, nas manipulações que ele faz para melhorar a sua popularidade, manipulando o sentimento das pessoas”, concluiu.

Diário do RN

Chapa da direita está montada com Styvenson e Coronel Hélio no Senado

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Com a data de 21 de março reservada para lançamento em Natal, a cúpula do PL passou a tratar o Rio Grande do Norte como definido para o partido no Nordeste: anotações do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) revelam que no desenho dos palanques estaduais para 2026, com atenção especial ao Nordeste, região considerada decisiva para o desempenho eleitoral do bolsonarismo. No Rio Grande do Norte, o documento indica um movimento direto de reorganização da direita local, com redefinições partidárias e acordos já em estágio avançado.

No caso potiguar, o material aponta que o ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias (Republicanos), deverá migrar para o PL. Atualmente, Álvaro é presidente estadual do Republicanos. A mudança é vista como estratégica para consolidar um palanque robusto da direita no RN, reunindo sob a mesma sigla os principais nomes da oposição ao PT no Estado. O PL na cabeça de chapa visa também fundo partidário e tempo de TV durante a campanha eleitoral. Como vice-governador, a candidatura já está definida para Babá Pereira.

Para o Senado, as anotações registram os nomes do senador Styvenson Valentim (PSDB), que tentará a reeleição, e do Coronel Hélio Oliveira, filiado ao PL. A formação dessa chapa reforça a tentativa de unificar diferentes segmentos da direita potiguar, do bolsonarismo raiz ao eleitorado mais conservador e antipetista.

O documento, intitulado “situação nos estados”, foi obtido pelo portal Metrópoles durante entrevista coletiva concedida por Flávio Bolsonaro na sede nacional do PL, em Brasília. As anotações foram feitas ao longo de reuniões internas com dirigentes do partido, incluindo o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto.

A consolidação oficial da chapa potiguar está prevista para o dia 21 de março, em evento programado para acontecer em Natal, sinalizando que o PL pretende antecipar definições no Estado e evitar disputas internas prolongadas. A formação de palanques estaduais fortes é considerada essencial para impulsionar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, especialmente em regiões onde o bolsonarismo enfrenta maior resistência eleitoral.

A estratégia segue uma diretriz do ex-presidente Jair Bolsonaro, que defende o fortalecimento do PL no Congresso Nacional. O partido trabalha para lançar candidatos próprios a até 11 governos estaduais e ampliar sua bancada no Senado, visto como prioridade para garantir governabilidade e influência política a partir de 2027.

Nos bastidores, porém, há divergências na complementação das chapas. O senador Styvenson Valentim já comunicou a aliados que não aceitará negociar os nomes de seus suplentes em troca de apoio político à chapa majoritária. Segundo ele, a experiência de 2018 serviu como alerta: a escolha do primeiro suplente naquele pleito quase inviabilizou sua candidatura ao Governo do Estado em 2022.

Desta vez, Styvenson deixou claro que as indicações serão de caráter pessoal, sem concessões partidárias ou acordos considerados de conveniência. O senador também tem sinalizado, em conversas reservadas, que pode disputar o Governo do RN em 2030, caso Álvaro Dias seja eleito em 2026 e não corresponda às expectativas administrativas do grupo político que hoje se articula em torno da direita potiguar.

Diário do RN

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