ONTEM, UM GRUPO TENTOU INCENDIAR ÔNIBUS EM MÃE LUÍZA, NA ZONA LESTE DE NATAL. (FOTO: PM/DIVULGAÇÃO)
A Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte atualizou, na manhã desta quarta-feira (10), a quantidade de atos criminosos ocorridos no estado nos últimos dias. Segundo a Sesed, que também confirmou os atentados registrados no domingo (7) em Montanhas e Senador Georgino Avelino, e também os que aconteceram em Natal nesta terça (9), sobe para 111 o número de ataques. Até o momento, 38 cidades potiguares foram alvos dos bandidos, e 109 pessoas já foram presas suspeitas de participação direta ou de envolvimento nos crimes.
Em Senador Georgino Avelino, um incêndio destruiu um ônibus, um caminhão e uma retroescavadeira que estavam em uma garagem da prefeitura. Já em Montanhas, uma kombi sucateada foi queimada.
Os outros dois atentados, os mais recentes, ocorreram nesta terça (9) na capital potiguar. Durante a madrugada, uma base da Polícia Militar foi incendiada no conjunto Parque das Dunas 6, no bairro de Pajuçara, na Zona Norte da cidade. Pela manhã, um grupo tentou colocar fogo em um ônibus no bairro de Mãe Luíza. Uma equipe da PM que fazia ronda na região conseguiu impedir a ação dos bandidos. Três suspetios fugiram, mas um adolescente foi apreendido.
TIM: EMPRESA TEM DEZ DIAS PARA APRESENTAR DEFESA EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. (FOTO:ALESSIA PIERDOMENICO/BLOOMBERG)
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão da Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, instaurou processo administrativo contra a TIM Celular para investigar supostas infrações ao Código de Defesa do Consumidor.
O despacho com a decisão está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 10. A empresa tem dez dias para apresentar defesa.
De acordo com o documento, há indícios de que a operadora tenha cometido infrações ao disposto em trechos dos artigos 4º, 6º, 31 e 37 da norma.
Esses dispositivos tratam, de um modo geral, de transparência e harmonia das relações de consumo e de direitos à informação clara e proteção contra publicidade enganosa ou abusiva.
ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS TEM A MAIOR VARIAÇÃO PARA JULHO DESDE 2000. (FOTO:MARCELO CAMARGO)
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, atingiu 0,52% em julho. No mês anterior, o IPCA havia chegado a 0,35%, segundo informou nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com este resultado, o acumulado no ano foi para 4,96%, menor que os 6,83% registrados em igual período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, o índice é de 8,74%, pouco abaixo dos 8,84% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2015, o IPCA registrou 0,62%.
De acordo com Eulina Nunes, coordenadora de índices de preços do IBGE, a “culpa” de a inflação voltar a ganhar força em julho é “especialmente” do feijão e do leite. “Na verdade, os alimentos aumentaram muito e vários, mas o feijão e o leite se destacaram”, disse.
Eulina diz que a taxa de inflação poderia ser ainda maior se a demanda não estivesse reduzida, levando em conta tanto a pressão dos alimentos como o aumento dos custos e a volatividade do dólar que atinge vários setores e bens adquiridos em geral. “Considerando que o país está vivendo retração no consumo e desemprego, os resultados do índice acelerando mostram que, apesar da redução da demanda, existem custos que estão pressionando os resultados”, diz.
Recorde de alimentos e bebidas
Com 65% de participação no IPCA do mês, o grupo alimentação e bebidas registrou a mais elevada variação para os meses de julho desde 2000, quando a alta atingiu 1,78%. Em julho de 2016, inflação de alimentos e bebidas chegou a 1,32%.
Em julho, o leite foi a principal contribuição individual na inflação do mês, com aumento de 17,58%. Em segundo lugar, destacou-se o feijão, com alta de 32,42%, informou o IBGE. O arroz também mostrou aumento de 4,68% na média. “Com isto, o feijão com arroz, prato típico da mesa do brasileiro, passou a custar bem mais”, analisou o instituto.
“Mas não só o arroz com feijão, a gente tem aumento nos ovos, no pão, farinha de trigo, no frango”, disse Eulina.
Segundo ela, em geral, no mês de julho, os alimentos tendem a puxar as taxas do IPCA para baixo. “É período de oferta maior de alimentos, o que faz com que os preços se estabilizem ou até se reduzam. Neste mês de julho, especialmente, a taxa dos alimentos foi para 1,32% por função de problemas climáticos que afetaram as lavouras. É menor oferta de forma geral provocada pelo clima”, explicou.
“O feijão carioca é o mais consumido [no país], e ele está pressionando os outros também porque as pessoas estão optando por outros tipos de feijão porque ele está muito caro”, diz Eulina.
Eulina explica que o preço do feijão sobe por escassez de oferta. “Chuva na época de plantio, seca quando estava mais para frente, que acabou com as lavouras em abril mais ou menos, e teve frio, geada, porque o Paraná é o principal produtor do feijão”.
No caso do leite, Eulina afirmou que o motivo de o preço estar mais caro também é a escassez provocada por questões climáticas.
A coordenadora explicou ainda que o leite tem mais peso que o feijão sobre o total da inflação. Por isso que mesmo com variação menor do que a feijão, o leite foi o primeiro no ranking de maior impacto no IPCA do mês de julho.
O Pleno do Tribunal de Justiça do RN definiu na manhã de hoje (10) as duas listas tríplices de advogados para a ocupação de vagas de juiz titular e de juiz suplente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), na classe de jurista. Para a vaga de juiz titular do TRE, foram eleitos, seguindo a ordem da lista, os advogados Luis Gustavo Alves Smith, Edílson França e Herbert Oliveira Mota. Já para a vaga de juiz suplente, a Corte de Justiça indicou a advogada Adriana Cavalcanti Magalhães para a primeira posição, seguida dos advogados Herbert Oliveira Mota e Bruno Pacheco Cavalcanti.
A definição e escolha do juiz titular e seu suplente, na classe de jurista, para o biênio 2017-2019 no TRE/RN será feita pela Presidência da República. “Desejamos boa sorte aos escolhidos e aqueles que forem definidos que façam um bom trabalho como titular e suplente do TRE”, frisou o presidente do TJRN, desembargador Claudio Santos.
A votação ocorreu de forma nominal, com votos fundamentados pelos desembargadores e proferidos de forma aberta. Os candidatos não quiseram fazer defesa oral de suas postulações.
Saiba mais
A vaga de juiz titular é decorrente do encerramento do biênio do advogado Luis Gustavo Alves Smith na Corte Eleitoral, o que ocorrerá em 19 de dezembro. Sete advogados participaram da disputa pela indicação para a lista tríplice.
Já a vaga de juiz suplente é para substituir o advogado Herbert Oliveira Mota, cujo biênio se encerra em 27 de novembro. Quatro advogados concorreram a esta indicação.
A definição sobre quem será o juiz titular e o suplente será feita pela Presidência da República.
NO SNAPCHAT, JOANNA MARANHÃO PEDE DESCULPAS POR POSTS ANTIGOS (FOTO: REPRODUÇÃO REDE SOCIAL)
Depois de prometer processar autores de ofensas nas redes sociais, a nadadora Joanna Maranhão segue no centro da polêmica sobre o tema. Na última terça-feira, emocionada, a atleta havia pedido respeito ao falar de comentários agressivos que tinha sofrido no fim de semana, depois de postar uma mensagem de agradecimento à torcida em seu perfil no Facebook. Nesta quarta, o assunto ganhou novos capítulos: usuários de redes sociais resgataram postagens antigas da nadadora em seu perfil no Twitter e passaram a confrontá-la.
Em textos postados há cerca de cinco anos, Joanna utilizou palavras como “vagabunda” para caracterizar mulheres e afirmou que a transgênero Ariadna, ex-participante do Big Brother Brasil, precisaria “nascer de novo” para parecer mulher. Nos comentários, feitos nas últimas horas, usuários da rede ironizaram as postagens:
– Temos que denunciar mesmo ofensas na internet – diz um dos textos.
– Mais uma que vai trancar a conta e falar que quem escreveu não foi ela… E se foi, ela mudou ou se redescobriu – afirma outro usuário.
Conectada, Joanna Maranhão não demorou a se manifestar a respeito da polêmica. Na manhã desta quarta-feira, ela postou um vídeo em sua conta do Snapchat em que pede desculpas a quem se sentiu ofendido pelo que chamou de “brincadeiras na internet” e diz que não é homofóbica .
– Eu entendi o quanto que uma brincadeira na internet pode magoar as pessoas. O pessoal foi atrás de uns tuítes antigos meus, em que eu fiz umas… Quem me conhece sabe que eu não sou uma pessoa homofóbica, pelo contrário, eu luto contra isso. Mas tem um tuíte meu antigo que falo que “Ariadna não vai ser mulher nunca”. Mas a verdade é que nem todo mundo me conhece, né? Então abre, sim, precedente, e sem querer posso ter magoado muitos transexuais que passam por situações difíceis – diz.
No vídeo, a nadadora destaca a diferença entre as brincadeiras que faz em sua intimidade, com a família, e aquilo que é postado em uma rede social.
– Uma coisa sou eu brincar dentro da minha casa com meu irmão e com minha mãe. Quando meu irmão fica doente eu falo assim “ah, ficou doente, porque é viado, se fosse hétero não ficava doente”. Outra bastante diferente é eu ir no Twitter falar isso. E aí as pessoas obviamente pegam, botam fora de contexto, e parece mesmo que sou uma pessoa homofóbica. Então eu quero pedir perdão a todo mundo da comunidade LGBT pela brincadeira que eu fiz no Twitter há um tempo atrás. Eu faço brincadeira o tempo todo, mas acho que essa foi uma brincadeira pesada – afirma.
A nadadora pernambucana encerrou sua participação na Olimpíada do Rio de Janeiro nesta terça-feira ao competir nos 200m borboleta. Com o tempo de 2m10s69 nas eliminatórias, ficou na 24ª colocação e não conseguiu vaga para a semifinal. Joanna competiu ainda nos 400m medley e nos 200m medley, provas nas quais chegou à semifinal.
O SENADOR HUMBERTO COSTA DISSE QUE ALGUNS PARLAMENTARES ESTARIAM OPTANDO VOTAR A FAVOR DO IMPEDIMENTO POR NÃO SE EXPOR A “PRESSÕES”, MAS PODERIAM MUDAR DE OPINIÃO E ALTERAR O VOTO (FOTO: MARCELO CAMARGO)
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse hoje (10) acreditar ser possível à presidenta afastada Dilma Rousseff conseguir os votos suficientes para evitar o seu impeachment na votação final do Senado. Segundo o senador, alguns parlamentares estariam optando votar a favor do impedimento por não se expor a “pressões” neste momento, mas que acenam com a possibilidade de mudança de posicionamento.
Na madrugada desta quarta-feira, o Senado aprovou por 59 votos a 21, o parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) julgou procedente a denúncia contra Dilma. Para evitar o impeachment, a petista precisa arregimentar o voto de, pelo menos, 27 senadores, pois Renan Calheiros, presidente da Casa, disse que não vai votar. “Alguns votantes contrários ao governo nessas primeiras avaliações que tivemos agora estão definidos a votar pela volta da presidenta, só que votar agora seria permanecer um mês inteiro a mercê das pressões, da chantagem do governo [do presidente interino Michel Temer]”, disse Costa.
Costa, que é líder do PT na Casa, minimizou o resultado da votação, com mais de dois terços dos senadores contra Dilma, e considerou uma “vitória” ter mantido o voto de 21 senadores sem ter nada para oferecer “no toma lá, dá cá do poder”. “Foi uma vitória mantermos o voto de 21 senadores sem termos nada além de ter feito a disputa política e acreditamos que há condição que termos mais seis ou sete votos”, disse.
Operação Lava Jato
Para o senador petista, a situação poderá ser revertida em razão do avanço das investigações da Operação Lava Jato, que pode envolver a cúpula do PMDB. “O fator determinante desse resultado final chama-se Lava Jato e, se de fato as denúncias contra o governo se intensificarem, farão um novo desenho na opinião pública com influência em muitos dos senadores aqui”, disse.
No final de semana, matéria publicadas na imprensa apontam o presidente interino como um dos principais nomes delatados pelo ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em sua colaboração premiada. Na delação, Marcelo teria dito que Temer, como vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, pediu, após uma reunião no Palácio do Jaburu, uma ajuda extra ao partido de R$ 10 milhões, dos quais R$ 4 milhões teriam sido entregues a Eliseu Padilha, braço direito de Temer. O restante foi doado ao caixa dois de outros candidatos.
Senado decidido
Já o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse que o resultado dessa quarta-feira mostra que o plenário já se decidiu pelo impeachmentde Dilma. “Essa votação representa a cristalização de uma situação política absolutamente consolidada e irreversível pelo afastamento definitivo da presidente Dilma. Essa convicção já está firmada no Senado”.
Nunes disse que Dilma não teria mais condições de reaver o apoio político para conseguir votos para barrar o impeachment e restabelecer sua base parlamentar. “Ela não tem mais condição de governar o país”, disse.
Com a decisão de hoje, a presidenta afastada Dilma Rousseff vira ré no processo de impeachment. Na última etapa, serão ouvidos os depoimentos de testemunhas da acusação e da defesa, os argumentos de ambas as partes e os senadores decidirão pela condenação ou a absolvição de Dilma. Na fase final, é preciso o voto de 54 dos 81 senadores para confirmar o impedimento. As sessões de julgamento devem ser agendadas a partir do dia 25 de agosto.
Mais de R$ 26,7 milhões de investimentos em perfuração de poços, rede de adução e distribuição, além de reservatórios para acesso a água nas localidades. Esse é o montante dos convênios que serão assinados nesta sexta-feira (12), pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), com 128 associações de 58 municípios.
A assinatura dos convênios vai acontecer às 10h, na Escola de Governo, localizada no Centro administrativo do Estado.
Serão contemplados ao todo 116 subprojetos de acesso a água e outros quatro de inclusão produtiva e 12 subprojetos de Empreendimentos Econômicos e Solidários. Os recursos na ordem exata são de R$ 26.794.168,40 milhões destinados do governo estadual, através dos editais 2 e 3, do Projeto RN Sustentável, por meio do acordo de empréstimo com o Banco Mundial, sob a coordenação da Secretaria de Planejamento e Finanças, em uma ação da pasta do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social.
A ação terá 4.607 beneficiários diretos, sendo 2.582 mulheres, 895 jovens e 1.130 homens de todas os territórios do Rio Grande do Norte.
Na oportunidade, haverá ainda a entrega dos certificados do curso de capacitação aos Conselhos Municipais de Desenvolvimentos Solidário e Sustentável (CMDS), e também a entrega dos certificados dos cursos de capacitação aos beneficiários. Todos capacitados previamente. Ao todo 2.249 beneficiários e membros de conselhos passaram por cursos de aperfeiçoamento. O investimento foi de R$ 1, 9 milhões. A capacitação técnica é no intuído de melhor fiscalizar a aplicação dos recursos investidos nas associações, como também melhorar a capacidade de gerenciar o empreendimento.
COM O SUSPEITO FORAM APREENDIDOS CERCA DE 20 MIL COMPRIMIDOS DE ECSTASY.(DIVULGAÇÃO)
A Polícia Federal prendeu na tarde desta terça-feira (9) no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília/DF, um natalense, 25 anos, acusado de tráfico de drogas. Com o suspeito foram apreendidos cerca de 20 mil comprimidos de ecstasy.
A prisão ocorreu durante uma fiscalização de rotina. O passageiro viajava de Curitiba (PR) para Natal (RN) e fazia conexão em Brasília quando teve a sua bagagem interceptada. O entorpecente foi encontrado escondido entre as roupas, envolvido em sacos plásticos.
O homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para autuação na Superintendência da Polícia Federal, no Setor Policial Sul, onde foi indiciado por tráfico de drogas e permanece custodiado, à disposição da Justiça.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve anunciar nesta quarta-feira (10) a data de votação do processo de cassação do deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na Câmara, já circula um calendário informal dos trabalhos legislativos para as próximas semanas. Nele, não há previsão de sessões na Câmara na semana de 15 a 19 de agosto. Com isso, a primeira data considerada possível para que Maia marque a votação de Cunha é 22 de agosto, véspera do início da votação do impeachment no Senado. Ele também pode marcar a votação para a semana seguinte, que começa dia 29.
Em discurso alinhado com o Palácio do Planalto, líderes da base aliada de Michel Temer — entre eles integrantes da velha oposição, que defendiam publicamente a celeridade na votação — mudaram de posição e concluíram ontem que é melhor aguardar o desfecho do impeachment no Senado para só depois votar a cassação do ex-presidente da Casa. O governo teme que a cassação de Cunha o leve a fazer acusações contra Temer, prejudicando o andamento do processo de impeachment.
Mesmo deputados que defendiam a votação da cassação com rapidez, como o líder do PSB, Paulo Folleto (ES), passaram a dizer que o melhor é evitar qualquer tipo de estresse na votação do impeachment.
— Vamos deixar para depois do impeachment para não misturar as duas coisas. A votação pode dar tensão, prejudicar o governo. O país está melhorando, temos um cenário novo de recuperação da economia e temos que preservar este momento. Houve consenso entre os líderes de que não devemos misturar as duas coisas — afirmou Folleto.
Apesar do discurso, os próprios líderes admitem que, ainda que o melhor para o governo seja deixar a votação para depois do impeachment, Rodrigo Maia pode surpreender e pautar a matéria para votação na semana de 22 de agosto, justamente quando o impeachment deve ser votado. Deputados da base do governo admitem que o desgaste será muito grande para Maia, se ele adiar a votação pelo prazo que o governo quer.
— Pegará muito mal para o Rodrigo se ele não pautar logo. Não queria estar na pele dele — disse um líder da base.
Até a semana passada, apenas líderes mais próximos de Cunha, como o do PTB, Jovair Arantes (GO), defendiam abertamente que a votação ocorresse depois do impeachment. Segundo os líderes, houve ontem, durante um café da manhã com Maia, sugestão das melhores datas: alguns defendendo o final de agosto, entre os dias 30 e 31, e aliados de Cunha defendendo que a votação seja em meados de setembro, entre os dias 13 e 14. Para os líderes, assim que a data for marcada, a pressão será reduzida.
Nas conversas, outros líderes destacaram que já há uma tensão no ar por conta da expectativa de votação de matérias importantes para a economia. Qualquer estresse, neste momento, pode ser ruim, argumentam. Muitos também ponderaram que agosto é um mês com dificuldade de se obter quorum porque o início da campanha eleitoral exige dos parlamentares que gravem programas e ajudem prefeitos e vereadores em suas bases.
— Não podemos ser mais realistas que o rei. Na próxima semana, início das campanhas, vai ser difícil garantir o quorum. E neste clima pré-impeachment, com as votações importantes para o governo na área econômica, não devemos criar qualquer possibilidade de estresse maior — afirmou um dos líderes presentes.
O líder Pauderney Avelino (DEM-AM) defende marcar a votação depois do impeachment:
Defendemos a votação, e essa questão da data não pode ser confundida com leniência. É uma questão de estratégia e razoabilidade.
Seguindo um calendário de pressões em cima de Rodrigo Maia, deputados do PSOL e da Rede, autores da representação contra Cunha no Conselho de Ética, “comemoraram”, ontem, o aniversário de 300 dias, ou dez meses, em que já se arrasta o processo contra o ex-presidente da Câmara. Num cartaz que carregavam, a Câmara recebeu “medalha de lata em protelação”. A pressão continuou no plenário. Líder do PSOL, Ivan Valente (SP) subiu à tribuna e, olhando para o presidente da Câmara, protestou contra sua postura.
— Se o processo não for colocado em votação amanhã (hoje), o responsável se chama Rodrigo Maia — disse.
Comentários