O que começou como uma aposta simples de R$ 20 acabou virando uma história que levou dois anos para chegar ao final. Um idoso de 78 anos que participou de um bolão premiado na Mega-Sena precisou recorrer à Justiça para receber a parte do prêmio que deveria ter entrado na conta logo após o sorteio.
O jogo foi feito por um grupo de 53 pessoas em Goiânia (GO), que já tinham o costume de se reunir para apostar juntos. Em 2024, o bolão acertou as seis dezenas da Mega-Sena e levou um prêmio de R$ 206,4 milhões.
Cada participante havia comprado uma cota de R$ 20, o que garantiria cerca de R$ 160 mil para cada integrante. O aposentado pagou sua parte e chegou a enviar o comprovante no grupo de mensagens usado para organizar a aposta. Mesmo assim, quando o dinheiro foi dividido, ele acabou ficando de fora da lista de quem receberia o prêmio.
Sem entender o motivo, o idoso decidiu procurar a Justiça poucos dias depois do resultado. O organizador do bolão alegou que o pagamento teria sido feito depois do prazo combinado para participar da aposta coletiva.
O caso foi analisado na 29ª Vara Cível de Goiânia. Ao avaliar a situação, a juíza Joyre Cunha entendeu que houve descumprimento do acordo e determinou que o valor da cota fosse pago ao participante.
A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) realizou, na manhã desta quarta-feira (4), a solenidade de posse de seu novo presidente, o prefeito de Portalegre, José Augusto de Freitas Rêgo (UB), conhecido como Zé Augusto. O evento reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de prefeitos, prefeitas, autoridades e lideranças municipalistas de diversas regiões do estado.
Durante a cerimônia, foi assinada a ata que oficializou Zé Augusto no comando da entidade. Ele assume a presidência após a renúncia de Babá Pereira (PL), que deixou o cargo para se dedicar à pré-candidatura a vice-governador do RN nas eleições de outubro, em decisão que, segundo afirmou, preserva a isenção institucional da federação perante os 167 municípios filiados.
“Entendo que não compatibilidade em estar pré-candidato a um cargo majoritário e continuar presidente da federação, então por isso resolvi antecipar minha saída”, afirma Babá Pereira.
Zé Augusto cumprirá o mandato à frente da FEMURN até o final de 2026. Em seu discurso de posse, o novo presidente destacou o compromisso com o fortalecimento do municipalismo potiguar e com uma gestão aberta ao diálogo.
Em entrevista, Zé Augusto também apresentou diretrizes para sua gestão, ressaltando a necessidade de modernização da entidade e de fortalecimento das finanças municipais. “Temos que ver a questão do fortalecimento das receitas, modernizar e inovar a FEMURN, como também criar um fórum de inter-poderes para que a gente possa debater os problemas dos municípios. A presença dos representantes do Judiciário, do Legislativo e do Executivo nesta solenidade demonstra que o municipalismo é uma causa coletiva. Precisamos caminhar juntos para garantir mais autonomia, recursos e respeito às nossas cidades”, disse.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, presente na solenidade, também destacou o papel estratégico da FEMURN para a economia.
“É uma entidade importante nesse aspecto de articulação e de proposição. Ela se alinha muito à Federação das Indústrias, já que ambas buscam o desenvolvimento e apoiar os municípios, que é onde estão as pessoas e de onde surgem as primeiras demandas”, pontuou.
Já o deputado federal e ex-dirigente da entidade, Benes Leocádio, foi o único deputado a prestigiar o evento. “Tenho certeza que um prefeito que foi eleito, reeleito e já conhecedor do trabalho da FEMURN vai representar muito bem o setor municipalista no Rio Grande do Norte”, afirmou.
Com trajetória iniciada no Legislativo municipal, onde cumpriu dois mandatos como vereador, Zé Augusto foi eleito prefeito de Portalegre em 2020 e reeleito em 2024. Agora, à frente da FEMURN, assume o desafio de conduzir a entidade mantendo o foco na defesa dos interesses dos municípios potiguares e no fortalecimento do municipalismo no estado.
A deputada federal Carla Dickson assinou sua ficha de filiação ao Partido Liberal em ato que contou com a presença do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e do senador Rogério Marinho.
O momento marca oficialmente a entrada da parlamentar na legenda, fortalecendo a presença do partido no Rio Grande do Norte e ampliando o grupo político que se organiza para as próximas disputas eleitorais.
A movimentação também reforça o alinhamento de Carla Dickson com as principais lideranças do PL no estado e no cenário nacional. O evento foi acompanhado por aliados e integrantes da legenda, consolidando a nova fase política da deputada dentro do partido.
A Prefeitura do Natal vai entregar à comunidade, nesta quinta-feira (5), às 15 horas, as obras de reforma e ampliação do Centro Municipal de Educação Infantil Professora Marilanda Bezerra de Paiva. A solenidade vai contar com o prefeito Paulinho Freire e o secretário municipal de Educação, Aldo Fernandes. O projeto executado contou com um investimento na ordem de R$ 828.238,01, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)/Escola em Tempo Integral. A unidade de ensino está localizada na Rua da Lagoa Seca, 316, bairro Guarapes.
Com as intervenções na estrutura física, a unidade de ensino tem a capacidade para receber 250 crianças e até o momento possui 205 crianças matriculadas, com 45 vagas ainda disponíveis. A unidade de ensino vai atender a etapa de Pré-Escola (Nível III e IV) e funcionar com oito turmas em tempo parcial e duas turmas com Tempo Integral.
A obra de reforma e ampliação contou com os seguintes serviços executados: toda a acessibilidade do prédio foi realizada, construção de banheiro acessível, construção de bateria de banheiros masculino e feminino (infantil), construção de banheiros masculino e feminino (funcionários), reforma e ampliação da cozinha e do pátio (refeitório), reestruturação elétrica total do CMEI, construção de casa de gás e casa de lixo, retelhamento completo, climatização de todas as salas, pintura geral da unidade, troca de todo o revestimento cerâmico da fachada, colocação de grama, construção de espaço para parque com cobertura e construção de chuveiródromo.
Os espaços físicos do CMEI Professora Marilanda Bezerra de Paiva contam com sete salas de aula, 1 bateria de banheiro infantil masculino, 1 bateria de banheiro infantil feminino, 1 banheiro acessível unissex, 2 banheiros masculinos para funcionários, 3 banheiros femininos para funcionários, cozinha, lavanderia, chuveiródromo, sala dos professores, 2 depósitos, sala da direção, secretaria, guarita e laboratório de informática.
A contagem regressiva terminou: Natal recebe, a partir desta sexta-feira (6), pela primeira vez o Circo do Tirú, projeto idealizado pelo humorista Tirulipa. O espetáculo inédito “Nordestinamente – Em Busca do Primeiro Palhaço” estreia na capital potiguar em curta temporada, no estacionamento externo da Casa de Apostas Arena das Dunas, com a presença confirmada de Tirulipa nas primeiras noites de apresentação.
A estrutura já está pronta em um espaço especialmente preparado para oferecer conforto, segurança e uma experiência completa ao público. A superprodução reúne mais de 12 toneladas de equipamentos de som, luz, painéis de LED e efeitos especiais, transformando o picadeiro em um grande palco de celebração à cultura nordestina.
“Nordestinamente” presta uma homenagem sensível e bem-humorada aos grandes nomes da história e do humor do Nordeste — artistas que transformaram o riso em símbolo de resistência e conquistaram reconhecimento no Brasil e no exterior. Em cada cena, o público é conduzido ao coração do sertão por meio de figurinos que exaltam a identidade regional, com peças assinadas por Espedito Seleiro, referência máxima da estética e do design nordestino.
O espetáculo reúne mais de 40 artistas, entre orquestra ao vivo, cantores, bailarinos, atores, atrizes e artistas circenses, em números surpreendentes que combinam humor, emoção e tecnologia. A narrativa contemporânea utiliza a personagem Iracema como fio condutor da história, estabelecendo um paralelo entre a arte do palhaço e a resiliência da mulher nordestina.
Mais do que entretenimento, o Circo do Tirú se consolida como uma grande celebração do patrimônio cultural nordestino, conectando diferentes gerações por meio da arte, da música e do humor.
Os ingressos já estão à venda no site www.guicheweb.com.br. Mais informações no Instagram: @circodotiru e @casadeapostas.arenadasdunas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a Polícia Federal a transferir o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o cunhado dele, Fabiano Zettel, a penitenciárias estaduais. Eles foram presos preventivamente na manhã desta quarta-feira 4, na terceira fase da operação Compliance Zero. Durante a tarde, os dois foram levados da superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Guarulhos, na região metropolitana.
A decisão de Mendonça, relator do caso, atende a um pedido da própria PF. A corporação argumentou que as superintendências regionais, para onde eles foram encaminhados, são destinadas à custódia “transitória e de curtíssima duração”, voltadas apenas para a formalização de “atos cartoriais” — identificação e registro, por exemplo.
Vorcaro e Zettel foram presos junto a outros dois aliados, Marilson Silva e Luiz Phillipi Mourão, por suspeita de integrarem um grupo que acessou indevidamente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e até da Interpol. O grupo teria corrompido dois servidores do Banco Central, que foram alvos de medida cautelar.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, tentou se matar após ser preso. Até o fechamento desta edição, ele estava detido na superintendência da PF em Belo Horizonte (MG).
Em nota, a PF informou que agentes que estavam no local prestaram socorro, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e o custodiado foi encaminhado a rede hospitalar para avaliação e atendimento médico”, diz a corporação.
A PF comunicou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça e disse que entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido. Procurada, a defesa de Mourão foi pega de surpresa pela informação. Mais cedo, segundo a defesa, ele recorreu ao direito de ficar em silêncio durante o seu depoimento à PF. Ele passaria por audiência de custódia nesta quarta-feira 5.
Grupo “A Turma”
ourão comandava uma estrutura informal chamada “A Turma”, utilizada para realizar atividades de vigilância, obtenção de informações e monitoramento de pessoas ligadas às investigações ou críticas ao grupo. Os investigadores apontam que ele recebia R$ 1 milhão por mês para prestar tais “serviços ilícitos”.
De acordo com os investigadores, Mourão realizava consultas em sistemas restritos de órgãos públicos, utilizando credenciais de terceiros para acessar bases de dados ligadas a instituições de segurança e investigação.
O ministro André Mendonça afirmou haver indícios de que o banqueiro, numa troca de mensagens com Mourão, determinou que se forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para “prejudicar violentamente” o colunista Lauro Jardim. O objetivo, diz Mendonça, era, a partir do episódio, “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. O jornal O Globo repudiou as iniciativas criminosas contra Jardim.
Operação
Além de determinar as prisões, a decisão de André Mendonça ainda decretou o bloqueio de bens no montante de R$ 22 bilhões dos alvos.
Ao apresentar os argumentos para a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, a PF mencionou que ele conseguiu esconder R$ 2,2 bilhões em uma conta no nome de seu pai aberta na corretora Reag, também alvo da investigação por suspeita de ser usada em operações de lavagem de dinheiro. A PF diz que ele conseguiu ocultar os valores mesmo após ter sido alvo da primeira fase da Operação Compliance Zero, o que reforçaria o risco de ocultar patrimônio.
A investigação citou que ele escondeu esse patrimônio ao mesmo tempo em que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) deve ter que desembolsar mais de R$ 50 bilhões para cobrir o rombo do Banco Master nos seus credores, o que reforçaria o risco de mantê-lo em liberdade.
A PF ainda mencionou as suspeitas de que a Reag era usada para lavagem de dinheiro por organizações criminosas.
A decisão de Mendonça vai a julgamento na Segunda Turma do STF na próxima terça-feira 10, podendo ser confirmada, derrubada ou revisada. Além de Mendonça, os integrantes do colegiado são: Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.
Um sócio que afirmou nunca ter administrado a empresa foi responsabilizado por dívidas trabalhistas em Natal. A decisão, da 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), que manteve por unanimidade o entendimento da 3ª Vara do Trabalho da capital. A decisão ainda cabe recurso.
O homem alegou ter sido incluído na sociedade após suposto golpe praticado por outros sócios e disse não ter tido contato com funcionários nem participado da gestão. Também informou que investiu cerca de R$ 1 milhão na aquisição de cotas da empresa.
Para o relator do caso, desembargador Ronaldo Medeiros, o ponto central não é a atuação direta na administração, mas a condição formal de sócio no período em que o trabalhador prestou serviços e gerou benefícios à empresa.
Segundo o entendimento do colegiado, integrar oficialmente a sociedade já é suficiente para atrair responsabilidade pelos créditos trabalhistas, conforme prevê a legislação.
O magistrado destacou ainda que, caso tenha sido vítima de fraude, o sócio pode buscar reparação na Justiça, mas isso não impede a cobrança das verbas devidas ao trabalhador.
Em mensagens interceptadas pela Polícia Federal e obtidas pela coluna, o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirma ter se encontrado com uma pessoa chamada “alexandre moraes”. A conversa interceptada ocorreu entre Vorcaro e sua então noiva Martha Graeff em abril de 2025.
A coluna de Tacio Lorran, do Metrópoles, responsável por publicar o furo, procurou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para confirmar se o encontro realmente aconteceu.
A esposa do magistrado, a advogada Viviane Barci de Moraes, mantinha um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. A coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, revelou ainda que Moraes chegou a ir na casa de Vorcaro, em Brasília, ao menos duas vezes.
Uma das menções a “alexandre moraes” ocorreu às 17h22 do dia 19 de abril de 2025. Na ocasião, Vorcaro encaminha a seguinte mensagem: “To indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa”.
Em seguida, Martha Graeff diz: “Como assim amor / Ele está em Campos???? / Ou foi pra te ver?”
Vorcaro, então, responde: “Ele ta passando feriado”.
A segunda menção ocorre 10 dias depois. Vorcaro afirma, às 22h48 do dia 29/4, à então noiva que “to aqui nossa casa” e faz uma ligação de vídeo com a mulher. A chamada dura 2 minutos. Após o fim da ligação, Martha pergunta: “Quem era o primeiro cara?”
Vorcaro responde: “Alexandre moraes”.
“Morri”, prossegue Martha. “Ele gostou da casa amor!?? / Tá muito mais astral”.
Vorcaro completa: “Sin / Falou que e bem melhor / E ele adorava apto”
Por fim, a então noiva brinca: “Falou pra te agradar / Que vergonha eu tava de pijama”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino anulou, nesta quarta-feira 4, a quebra de sigilo fiscal e bancário da empresária Roberta Luchsinger determinada na semana anterior pela CPMI do INSS, comissão parlamentar que apura um esquema bilionário de fraudes no pagamento de pensões e aposentadorias.
Luchsinger é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conhecido como Lulinha.
Ela é suspeita de ter ligação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado como um dos principais operadores do esquema de fraude que desviou recursos de aposentados e pensionistas. Ela também teria intermediado pagamentos para Lulinha. O filho de Lula nega qualquer ilegalidade.
Ao suspender o ato da CPMI, Dino considerou que a decisão não teve “fundamentação concreta”, já que a comissão aprovou em bloco 87 requerimentos com medidas para a investigação.
O ministro disse que a CPMI poderia aprovar nova quebra, desde que a medida fosse aprovada “com análise, debate, motivação e deliberação de modo fundamentado e individualizado”.
A decisão de Dino não anulou a quebra de sigilo fiscal e bancário do próprio Lulinha, também determinada pela CPMI na sessão de 27 de fevereiro, quando houve confusão e empura-empurra entre parlamentares. Mas é vista na oposição como um precedente que pode levar à suspensão da quebra contra o filho do ex-presidente.
“Sempre há temor [de que a decisão beneficie Lula], mas a decisão é absurda. Claro que [a quebra de sigilo] foi fundamentada. Todos os requerimentos têm justificativa”, disse o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), em entrevista à BBC News Brasil.
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