
Uma sequência de mortes envolvendo fisiculturistas famosos no início de 2026 tem chamado atenção e alertado para debates sobre os riscos do esporte praticado em nível extremo. Em poucas semanas, atletas de diferentes idades e países morreram por causas diversas, mas com um ponto em comum, a sobrecarga intensa imposta ao corpo.
O caso mais recente é o do italiano Andrea Lorini, de 48 anos, encontrado morto em casa, na cidade de Chiari, após sofrer uma parada cardíaca. Conhecido como “O Gigante”, ele era um dos principais nomes do fisiculturismo na Itália antes da pandemia e havia conquistado o terceiro lugar no campeonato nacional em 2017 e 2019. A família optou por não autorizar a realização de autópsia.
No Brasil, duas mortes em menos de dez dias também causaram comoção no meio fitness. Kevin Notário Nunes morreu em 5 de janeiro, aos 28 anos, após uma infecção bacteriana necrosante. Já Arlindo de Souza, conhecido como Popeye brasileiro, faleceu em 14 de janeiro, aos 55 anos, vítima de insuficiência renal aguda, após anos de uso de injeções de óleo mineral para fins estéticos.
Embora os casos tenham causas distintas, especialistas apontam que o fisiculturismo competitivo costuma impor um estresse fisiológico elevado, principalmente ao coração, rins e fígado. A busca por ganhos rápidos de massa muscular, definição extrema e manutenção de padrões estéticos rígidos pode envolver práticas que colocam a saúde em risco.
Correio 24h

