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Natal é a capital do Brasil com maior percentual de famílias endividadas

SEGUNDO OS DADOS DA RADIOGRAFIA, NATAL FOI, EM JUNHO DE 2020, A CAPITAL COM O MAIOR PORCENTUAL DE FAMÍLIAS ENDIVIDADAS (96%). FOTO: ILUSTRAÇÃO/PIXABAY

Um dos impactos diretos da pandemia de covid-19 está associado ao aumento no consumo de crédito por parte das famílias brasileiras no primeiro semestre deste ano. Nas capitais do País, até junho deste ano, 11,2 milhões de famílias (67,4%) das 16,7 milhões de famílias residentes nas capitais brasileiras, estavam endividadas – 638 mil a mais do que no mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados da Radiografia do Endividamento, levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Segundo os dados da radiografia, Natal foi, em junho de 2020, a capital com o maior porcentual de famílias endividadas (96%), ultrapassando o posto normalmente ocupado por Curitiba (90%) em anos anteriores. Em junho de 2019, esse percentual chegava a 74% das famílias. São Luís (MA), Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM), mostraram índices muito elevados de famílias endividadas em junho, todas acima do patamar de 80%.

Segundo o levantamento, o número dos núcleos de famílias endividadas cresceu seis vezes mais que o número de novas famílias. Enquanto o número de novas famílias avançou 0,8% (pouco mais de 126 mil novas famílias) em junho de 2020 em comparação a junho de 2019, o endividamento familiar teve uma alta de 6% (quase 638 mil a mais de lares) no mesmo intervalo de tempo.

Considerando como endividadas todas as famílias que precisaram recorrer a algum crédito a prazo para compensar pagamentos imediatos à vista, como empréstimos formais e informais e alguns tipos de financiamentos, 67,4% das famílias brasileiras vivendo em capitais estavam endividadas no final do primeiro semestre – número que era de 64,1% em 2019.

Quando se considera a proporção da renda média mensal familiar comprometida com dívidas, destaque para as capitais do Nordeste e do Norte, como Manaus, cidade com a pior situação, onde 45% da renda é destinada para pagar contas todo mês. Ela é seguida por Rio Branco (39,2%), Teresina (39%), Salvador (38,1%) e Macapá (33,7%).

A capital de São Paulo teve o maior volume de dívidas, compatível com a reputação de cidade mais populosa do País. Ainda assim, os R$ 5,7 bilhões do total da dívida das famílias no fim do primeiro semestre de 2020 indicam que houve queda de 2,6% em comparação a junho de 2019. Apesar da redução, a cidade manteve, em junho deste ano, a mesma taxa de famílias endividadas (56%).

A diminuição da renda – em razão do aumento do desemprego, das reduções proporcionais de salário e jornada e da paralisação de diferentes atividades e setores por determinado tempo – levou à corrida por empréstimos para quitar as contas tradicionais. Do total de famílias endividadas, 4,4 milhões (26,3%) tinham alguma dívida em atraso, o que significa aumento de 9,9% na taxa de inadimplência, na comparação anual entre os meses de junho.

Com informações da Tribuna do Norte

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