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Mulher fica ferida após ataque de piranhas em rio no interior do RN

FOTO: ASSU TODO DIA

Pelo menos uma mulher ficou ferida após um ataque de piranhas registrado neste domingo 5 em um trecho do rio Piranhas-Açu, no município de Alto do Rodrigues, na Região Oeste do Rio Grande do Norte. As informações são do g1 RN.

O hospital Maternidade Maria Rodrigues de Melo, localizado em Alto do Rodrigues, informou que a banhista deu entrada na unidade por volta das 10h40, levada por amigos. Segundo o hospital, a vítima apresentou ferimentos leves nos pés e nos dedos dos pés e foi liberada após atendimento médico.

Este não foi o primeiro caso recente no rio. No dia 28 de dezembro, pelo menos dois banhistas ficaram feridos após ataques de piranhas no rio Piranhas-Açu, nas proximidades da ponte Felipe Guerra, em Assú. Na ocasião, a prefeitura de Assú informou que não havia sido notificada sobre o caso.

Outros registros semelhantes já ocorreram na região em anos anteriores. Em janeiro de 2024, pelo menos seis ataques de piranhas foram contabilizados em trechos do mesmo rio.

Segundo o advogado e pesquisador de história regional e genealogia Gregório Celso Macêdo, no Dicionário Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, o autor Antonio Soares aponta que o rio Piranhas-Açu recebeu esse nome em razão da abundância de peixes da espécie.

De acordo com o biólogo Rodrigo Costa Goldbaum, professor do Departamento de Biociências da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), os ataques são comuns neste período por causa do ciclo reprodutivo das espécies.

“As piranhas, em especial, têm um comportamento reprodutivo de criar ninhos, onde elas colocam os seus ovos. E, assim como várias outras espécies, as piranhas também cuidam dos seus filhotes”, explicou.

“E, por cuidar do seu ninho, nesse comportamento territorialista, algumas pessoas se aproximam, sem saber desses locais, obviamente, e acabam sendo atacadas”, completou.

Segundo o especialista, os ninhos são formados principalmente nas margens de rios e açudes, em áreas com maior presença de estruturas como vegetação. Goldbaum informou ainda que os rios da região abrigam três espécies nativas de piranhas.

O biólogo afirmou que os casos recentes também podem estar associados à retirada da vegetação das margens, o que reduz áreas adequadas para reprodução e amplia o contato entre humanos e os animais.

“É interessante que houvesse algum tipo de estudo, algum tipo de levantamento por parte do poder público, para identificar essas áreas de reprodução e assim fazer algum tipo de ordenamento, de gestão, minimizando esses ataques”, disse.

Agora RN

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