
O Ministério Público do RN (MPRN) deflagrou, nesta sexta-feira (6), a operação Arcanjos XIX para combater crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia e da Paraíba e resultou na prisão em flagrante de um dos alvos, após a localização de material ilegal durante as diligências.
A operação é resultado de uma investigação conduzida pela promotoria especializada do MPRN, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O caso teve início a partir de uma denúncia anônima, que permitiu identificar a atuação de suspeitos envolvidos na aquisição e no compartilhamento de conteúdo ilícito envolvendo crianças e adolescentes.
As apurações apontaram trocas de mensagens entre os investigados e outro suspeito localizado no RN. Os diálogos tratavam da obtenção de material por meio de permutas, prática comum em crimes desse tipo no ciberespaço e considerada uma das maiores dificuldades para rastreamento pelas autoridades.
Durante o cumprimento dos mandados, equipes apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos capazes de armazenar arquivos digitais. Todo o material recolhido será encaminhado para análise técnica no laboratório forense computacional do Gaeco, onde passará por perícia especializada.
A ofensiva contou com o apoio dos Gaecos do Ministério Público da Bahia (MPBA) e da Paraíba (MPPB), além das Polícias Civil e Militar dos dois estados. A atuação integrada permitiu o cumprimento simultâneo das ordens judiciais fora do território potiguar.
Importância da denúncia
O MPRN destacou que a operação só foi possível graças à colaboração da sociedade. A instituição reforça que denúncias anônimas são fundamentais para identificar e interromper crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes, especialmente aqueles cometidos de forma silenciosa na internet.
As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, pelo WhatsApp do Gaeco no número (84) 98863-4585 ou pelo e-mail [email protected]. O Ministério Público assegura o sigilo absoluto da identidade do denunciante.
Origem do nome
O nome Arcanjos faz referência a um projeto permanente do Gaeco/MPRN voltado ao aprimoramento de técnicas investigativas para o enfrentamento do abuso sexual infantojuvenil no ambiente digital, com foco na identificação de redes criminosas e na proteção das vítimas.
