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MP cobra controle rigoroso de contratos em quatro prefeituras do interior do RN

FOTO: PIXABAY

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) emitiu uma recomendação destinada às Prefeituras e Câmaras Municipais das cidades de Luís Gomes, José da Penha, Major Sales e Paraná para que sejam reforçados os mecanismos de controle interno e fiscalização de contratos públicos.

A medida teve como origem a Promotoria de Justiça de Luís Gomes e tem como objetivo evitar irregularidades na liquidação de despesas, além de garantir que pagamentos a fornecedores sejam realizados apenas mediante comprovação concreta da execução dos serviços ou da entrega de materiais.

Entre as orientações, o Ministério destaca que todos os pagamentos devem estar vinculados a um processo administrativo específico e devidamente numerado, contendo histórico do empenho e documentação que comprove a realização do objeto contratado.

Outra exigência apresentada pelo MPRN prevê que as administrações municipais designem formalmente, por meio de portaria, fiscais e gestores responsáveis por cada contrato firmado.

Esses servidores, preferencialmente comissionados e capacitados, devem acompanhar presencialmente a execução dos serviços e registrar as atividades realizadas.

A recomendação também determina que os órgãos municipais evitem a utilização de atestados genéricos em notas fiscais, como simples carimbos ou assinaturas, exigindo a elaboração de termos de recebimento detalhados com informações sobre quantidade, qualidade e datas.

O MPRN ressaltou ainda a necessidade de apresentação de provas materiais para legitimar pagamentos realizados pela administração pública. A exigência é especialmente direcionada a contratos envolvendo aluguel, eventos, publicidade, manutenção de veículos e obras, que deverão conter registros fotográficos ou audiovisuais com metadados de data e localização.

Também deverão ser incluídos documentos complementares, como listas de presença e guias de remessa, enquanto tesourarias e secretarias de finanças foram orientadas a suspender transferências bancárias em processos que não apresentem essas comprovações.

A recomendação também orienta que os municípios promovam capacitações internas para seus servidores, abordando as atribuições e responsabilidades previstas na Nova Lei de Licitações.

O Ministério Público alertou que o descumprimento das orientações ou a repetição de pagamentos sem documentação comprobatória poderá configurar ato de improbidade administrativa.

Com informações do BNews Natal

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