
Depois de mais de duas décadas sem um calendário cultural estruturado, Macaíba viveu em 2025 um ano de inflexão em sua relação com a cultura e o turismo. A cidade apostou no resgate de festas tradicionais, lançou eventos inéditos e ampliou o fomento direto a artistas locais, em um movimento que reposicionou o município como polo de produção cultural e de atração de visitantes na região metropolitana de Natal.
Sob a gestão do prefeito Emídio Júnior, a Prefeitura retomou um calendário anual contínuo de eventos que voltou a ocupar o espaço público ao longo de todo o ano. Carnaval, Paixão de Cristo, São João, Festa das Crianças, aniversário da cidade, Semana da Consciência Negra e as celebrações natalinas deixaram de ser ações pontuais para integrar uma programação organizada, com impacto direto no cotidiano da população e na circulação de visitantes.
O principal símbolo dessa virada foi o lançamento do I Festival Gastronômico de Macaíba, realizado dentro da programação de emancipação política do município. Com oficinas culinárias, valorização de sabores regionais e apresentações culturais, o evento atraiu grande público e recebeu avaliações positivas tanto de moradores quanto do setor empresarial local. Restaurantes, comerciantes e pequenos produtores relataram aumento no fluxo de clientes, reforçando o papel da gastronomia como ativo cultural e econômico.
Outras iniciativas inéditas ajudaram a ampliar o repertório cultural da cidade. A primeira corrida de jegue, promovida em parceria com o Parque Otaviano Pessoa, resgatou uma prática popular associada ao imaginário rural do interior potiguar e mobilizou famílias inteiras. Já o I Festival de Bandas Marciais e Fanfarras reuniu dezenas de grupos de escolas municipais e estaduais, transformando ruas e praças em palcos para jovens músicos e reafirmando a tradição das bandas como ferramenta de formação cultural.
O turismo pedagógico também ganhou protagonismo. O Museu Solar Ferreiro Torto, um dos principais patrimônios históricos de Macaíba, registrou cerca de 12 mil visitantes ao longo do ano, número recorde. Escolas de diferentes municípios passaram a incluir o espaço em seus roteiros educativos, conectando história local, arquitetura e identidade regional.
No campo do fomento, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo celebrou a execução dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo. Aproximadamente R$ 1 milhão foi investido em editais que contemplaram segmentos como música, dança, teatro, artesanato e artes visuais, além de manifestações tradicionais e centenárias, como Boi de Reis, Maculelê e Pau Furado. Também receberam apoio específico quadrilhas juninas, arraiás de rua e músicos independentes.
Ao distribuir cerca de R$ 600 mil apenas em editais culturais ao longo do ano, a gestão buscou descentralizar o acesso aos recursos e alcançar tanto artistas consolidados quanto grupos comunitários e expressões ancestrais. O resultado foi um calendário mais diverso e representativo, com maior presença de produções locais nos palcos da cidade.
Para além do entretenimento, o investimento em cultura refletiu-se na economia. Eventos regulares, festivais temáticos e maior fluxo turístico estimularam setores como comércio, alimentação e serviços, ampliando a permanência do público nos espaços urbanos. Em 2025, Macaíba não apenas celebrou sua cultura: fez dela um instrumento de identidade, educação e desenvolvimento.
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