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Há 30 anos, BANDERN fechava suas portas, causando prejuízo incomensurável ao estado

FOTO: DIVULGAÇÃO

O relato do ex-funcionário do Banco do Estado do Rio Grande do Norte S.A. (Bandern), Paulo Roberto Mello, mostra que o fechamento da instituição estatal representou não só a demissão de inúmeros colaboradores espalhados nas suas 56 agências, como também em fortes impactos na esfera trabalhista e econômica para o RN.

30 ANOS SEM O NOSSO BANDERN

Era 20 de setembro de 1990 numa quinta-feira, a imprensa noticiava que o banco central do Brasil, por decisão da Sra. Zélia Cardoso de Mello, prima e ministra da economia do governo do presidente Fernando Collor de Mello, determinava que o Banco do Estado do Rio Grande do Norte entrava naquele momento no processo de liquidação extrajudicial. 

O nosso Bandern, um bem da terra desde 1909, o banco querido por todos e que fomentava a indústria, o comércio e a agricultura da região, com 56 agências espalhadas por todo Rio Grande do Norte, além da presença em outros estados, estava com suas atividades bancárias encerradas. Funcionários sem nenhuma perspectiva de futuro, alguns com muitos anos de dedicação ao trabalho e vendo sua atividade profissional sendo encerrada do dia pra noite. Um crime contra o povo Potiguar, prejudicando nossa economia e principalmente destruindo a carreira e a vida dos mais de dois mil funcionários da “família Bandern”.

Trinta anos depois é impossível mensurar os prejuízos financeiros e psicológicos, fica a saudade dos colegas e a tristeza de saber que aqueles que tomaram essa atitude absurda em 20 de setembro de 1990, não têm ideia do mal que causariam à já sofrida “família Bandern” e ao povo do estado do Rio Grande do Norte.

Paulo Roberto Mello

Matrícula 1.237

Admissão: 15 de abril de 1982.

Liquidação: 20 de setembro de 1990.

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