
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda como enviar alimentos e medicamentos a Cuba, diante do risco de agravamento da crise de desabastecimento na ilha, nos últimos dias.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o Planalto foi pressionado por setores da esquerda brasileira, como movimentos e sindicatos ligados ao PT, e também passou a ser questionado por integrantes da comunidade diplomática.
A avaliação do governo é fazer um aporte humanitário com alimentos e remédios para mitigar a crise gerada após o governo de Donald Trump anunciar tarifas contra países que comercializarem combustível com Cuba, o que aumentou a pressão sobre o regime. Outro ponto que pesou, foi a prisão de Nicolás Maduro e, desde então, Havana teria deixado de receber petróleo venezuelano.
A avaliação do governo é fazer um aporte humanitário com alimentos e remédios para mitigar a crise. A articulação pode envolver o Itamaraty, por meio da Agência Brasileira de Cooperação, além dos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Agrário.
Em discurso na festa de 46 anos do PT, no sábado (7), Lula afirmou que o Brasil é solidário ao povo cubano.
– Nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar – disse o presidente.
Nos últimos dias, houve cancelamento de voos após o corte do fluxo de petróleo vindo da Venezuela e as ameaças de sanções americanas. A falta de querosene de aviação teria sido comunicada às companhias, que passaram a suspender rotas.
O governo brasileiro vê com preocupação o impacto da escassez de energia e do bloqueio de combustível, principalmente pelo risco de prejuízo ao funcionamento de hospitais.
Cuba já enfrenta apagões há meses e passou a racionar energia e combustíveis. O governo local também suspendeu atividades em repartições públicas e reduziu o funcionamento de escolas para priorizar setores como defesa e saúde.
A Embaixada do Brasil em Havana monitora os acontecimentos e avalia se a crise pode gerar manifestações nas ruas ou algum tipo de instabilidade. Por enquanto, o risco de queda do regime não é considerado imediato.
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