
O senador Rogério Marinho afirmou que o senador Flávio Bolsonaro deve assumir o papel de principal porta-voz político do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que ele cumpre prisão domiciliar.
A declaração foi dada à CNN Brasil após Bolsonaro deixar o hospital nesta sexta-feira 27, onde esteve internado por cerca de duas semanas tratando uma broncopneumonia.
Com a decisão judicial, o ex-presidente está autorizado a receber apenas familiares e pessoas previamente autorizadas. A medida, na prática, restringe o contato com aliados políticos, parlamentares e interlocutores diretos, o que levou o grupo a reorganizar sua comunicação.
Segundo Marinho, que também atua na articulação política do PL, a estratégia será concentrar em Flávio a função de transmitir posicionamentos e manter o diálogo com a base aliada. O senador é apontado como pré-candidato à Presidência e já vinha atuando como uma das principais vozes do grupo político.
“A decisão judicial foi essa. Não podemos concordar, mas respeitamos. (…) Flávio é o porta-voz”, afirmou.
Nos bastidores, aliados avaliam que Bolsonaro deverá permanecer, ao menos inicialmente, afastado de agendas políticas mais intensas. A expectativa é de uma espécie de “quarentena eleitoral” de cerca de 15 dias, período em que o foco será a recuperação da saúde e a adaptação às restrições impostas pela Justiça.
Além das limitações de visitas, o ex-presidente também enfrenta restrições de comunicação, o que reforça a necessidade de intermediários para manifestações públicas e articulações políticas.
Com isso, Flávio tende a ganhar protagonismo no cenário político nacional, atuando como principal interlocutor do grupo enquanto Bolsonaro permanece isolado em casa.
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