
O Fantástico, programa da TV Globo, exibiu uma reportagem na noite deste domingo, 12, sobre o uso de aplicativos e redes sociais por pessoas desempregadas como forma de obtenção de renda. O trabalhador informal é tratado na matéria como “empreendedor”, termo que gerou críticas nas redes sociais. Internautas acusam o programa de promover a chamada “glamourização” do trabalho precarizado.
Dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que 41% da população ocupada do país atua no mercado informal. O número de desempregados continua alto, beirando os 12 milhões, apesar da leve redução nos últimos meses.
No entanto, de acordo com a reportagem do Fantástico, o uso de redes sociais e aplicativos para o trabalho, como é o caso de motoristas de Uber e entregadores do iFood, nada mais é do que uma “reinvenção” talentosa de quem quer “melhorar o próprio negócio”, ignorando as jornadas exaustivas, o salário baixo e a falta de benefícios de quem recorre a esse mercado.
Como romantizar a falta de emprego? Chamando de “empreendedorismo”!
— João Paulo (@joaopauloxxx) January 13, 2020
Só é empreender quando existem oportunidades para todos no mercado de trabalho e empreender é uma escolha!#fantastico #fantástico #emprendedores
Trabalhador desempregado faz o que pode pra sobreviver, vende doces, faz unha e é chamado de empreendedores. Sem leis trabalhistas, sem nada para resguardá-los. Sem FGTS. Sem contribuição no INSS
— Gabriella Costa Silva (@silvacostagaaby) January 13, 2020
Que romance! ?
Agora na merda do Fantástico – O Show da Vida#Fantástico
