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Engorda vai diminuir erosão do Morro do Careca, mas é preciso fazer mais, diz especialista

FOTO: LUCAS COSTA

Em processo de erosão, o Morro do Careca é um dos principais pontos que alertam para a necessidade da obra de engorda da Praia de Ponta Negra. É o que entende o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Rodrigo de Freitas. Para ele, é necessário que se faça mais.

“Se a gente tiver aqui o aterro hidráulico, sim, vai diminuir a erosão. É importante que a gente vá além e faça uma mensuração da quantidade de areia que está chegando ao Morro do Careca para avaliar se é necessário mais algum outro remédio”, avaliou.

Além da importância para o meio ambienta, a aparência original da duna é valiosa do ponto de vista econômico. “Ou seja, alguma outra solução para manter a forma, a feição do Morro do Careca como a gente conhece. Isso é um dos aspectos mais importantes, porque é o que dá identidade natural, é o monumento natural de Natal e é o que faz com que os turistas venham conhecer”, completou.

O geógrafo explicou o processo que afeta o Morro do Careca. “Existe um ângulo de repouso do material dos sedimentos dos grãos de areia que formam a duna. Quando você remove a base, logo o material vai descer mais. É isso que a gente está vendo”, pontuou.

De acordo com ele, essa ação ocorre sempre que há maré cheia. “A erosão está removendo essa areia da base toda vida que a gente está tendo maré alta. E, agora, não são nem as marés altas excepcionais. Toda maré alta que a gente tem diariamente está removendo essa areia. Logo, vai movimentando mais material e há uma diminuição na altura do morro”, destacou.

“Se for feita a engorda, ou seja, um aterro hidráulico, as ondas não vão mais atingir a base do Morro do Careca. Logo, vai haver uma diminuição da erosão”, acrescentou.

O professor ainda reforçou que é fundamental que a população não suba no Morro do Careca nem se aproxime da base. “É importante que as pessoas não subam, inclusive não se aproximem dessa falésia. Tem muitos blocos soltos e esses blocos podem se movimentar a qualquer momento e vir a ferir alguma pessoa. É importante que a população não se aproxime da base”, completou.

Portal da Tropical

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